Wagner 'tem obrigação' de falar sobre operação da PF

"Eu acho fundamental que o governador deixe tudo claro para que a Bahia não seja envolvida nesse novo escândalo. Até porque não é justo que muitos empresários baianos não consigam audiência com ele e uma funcionária dessas tenha facilidade em conseguir audiências", afirma o deputado Antônio Imbassahy (PSDB); Lúcio Vieira Lima (PMDB) também quer que Wagner se explique em público

Wagner 'tem obrigação' de falar sobre operação da PF
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Os líderes da oposição na Bahia põem o governador Jaques Wagner (PT) contra a parede por causa de sua aparição na Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, cujo alvo foi a chefe de gabinete da presidência da República, Rosemary Noronha. Ela teria feito 'ponte' para uma reunião entre Wagner e o empresário Alípio Gusmão, conselheiro da Bracelpa, entidade que reúne os produtores de papel e celulose. Gusmão está preso.

Depois de o presidente do PMDB na Bahia, deputado federal Lúcio Vieira Lima, dizer que o governador tem "obrigação de se explicar em público", o tucano Antônio Imbassahy, que citou o descontentamento de Wagner com o julgamento do mensalão como "abertura de precedente", também exige que o petista vá a público.

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"Na hora em que autoridades, inclusive o próprio governador, manifestam contrariedade à decisão da Corte (do STF) cria-se um ambiente para que práticas negativas prossigam. Agora, eu acho fundamental que o governador deixe tudo claro para que a Bahia não seja envolvida nesse novo escândalo. Até porque, não é justo que muitos empresários baianos não consigam audiência com o governador e uma funcionária dessas tenha facilidade em conseguir essas audiências", comparou o deputado federal em entrevista ao Bahia Notícias.

A relação de Rosemary com políticos baianos, segundo as investigações, não se restringe a Wagner. Conforme a PF, o diretor da ANA e o seu irmão, Marcelo Vieira, também detido na ação, pediram à chefe da Presidência em SP que intermediasse um encontro para que eles fossem apresentados ao ex-senador e ex-governador César Borges (PR), antes de ele assumir a vice-presidência de Governo do Banco do Brasil, em maio deste ano.

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Assim como Wagner, César Borges também não se pronunciou publicamente sobre ter o nome citado nas escutas telefônicas autorizadas pela Justiça.

Em troca de tais favores, Rosemary teria recebido viagens de navio, apoio jurídico para conseguir se divorciar, empregos para amigos e até pagamento de cirurgia. Com informações do Bahia Notícias.

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