Wagner: "O mundo inteiro vê os avanços do Brasil"

Governador da Bahia volta a defender a posição da presidente Dilma Rousseff diante dos anseios do povo e afirma que nenhum outro governo fez tanto pelos pobres antes do PT: "A melhoria do salário mínimo, do padrão de vida, mais gente tem casa, tem equipamentos dentro de casa..."; Wagner enxerga a reforma política como única solução para o déficit de credibilidade que eles têm perante o povo; "A classe política deve isso ao povo brasileiro"

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Bahia 247

provável coordenador da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff no Nordeste em 2014, Jaques Wagner dedicou a edição inteira do programa Conversa com o Governador desta semana para comentar as decisões da chefe da nação diante das reivindicações populares que se converteram em grandes manifestações nas ruas nas últimas duas semanas.

"A primeira postura foi exatamente uma pactuação entre todos nós em defesa da democracia, que eu considero como o valor maior conquistado pelo povo brasileiro a partir de 1985 - e é como vivem as grandes nações, em democracia - e um compromisso nosso de amadurecer cada vez mais e fortalecer a democracia brasileira, porque ninguém quer mais nenhum tipo de ditadura e nenhum tipo de regime autoritário".

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Para Wagner, a reforma política é a mais importante. "A classe política deve isso ao povo brasileiro. A presidenta Dilma propôs um plebiscito para viabilizar a participação popular e ter um congresso específico (proposta da qual a presidente já recuou), com a determinação de votar apenas a reforma política". Isso, segundo o governador, "porque muita gente considera que, com o Congresso eleito com as regras atuais, fica impossível os próprios deputados mudarem aquela regra que favoreceu a eleição deles".

Corrupção

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O segundo ponto da proposta da presidente, abordado pelo governador, é o combate à corrupção. Wagner entende que o endurecimento das leis que digam respeito à questão da corrupção devem ser "no sentido de, cada vez mais, além das ferramentas de transparência, além da gente fortalecer as polícias, o Ministério Público, no seu mister de investigação, toda estrutura da Receita Federal, aqueles que forem capturados em corrupção ter uma legislação mais dura na punição".

Wagner avalia que, das reivindicações populares, a Bahia já está avançando, por exemplo, no setor de mobilidade urbana. "Isso nós já estamos fazendo aqui, com o metrô, com várias avenidas que estamos abrindo. A presidenta Dilma abriu a possibilidade de mais de R$ 50 bilhões para obras nas capitais relativas à mobilidade urbana, ao transporte público e, portanto, eu acho que esse é o grande grito na rua".

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O governador diz que o mundo inteiro reconhece os avanços conquistados pelo Brasil nos últimos anos. "A melhoria do salário mínimo, do padrão de vida, mais gente tem casa, tem equipamentos dentro de casa". Ele também acha que a vida nas cidades, principalmente nas grandes cidades, piorou. "Por questões voltadas à segurança e, principalmente, ao transporte público, onde as pessoas gastam duas, três, quatro horas, às vezes, para ir e voltar de casa para o seu trabalho. Então, essa questão precisa ser atacada".

Saúde e educação

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Na área de saúde, Wagner falou sobre a questão do número de médicos. "O Brasil tem um número de médicos para cada 100 mil habitantes, muito abaixo da média mundial e mesmo de alguns países aqui da América Latina. Daí a decisão dela de contratar – emergencialmente – médicos estrangeiros".

Segundo ele, o Ministério da Saúde mostrou que vários países do mundo têm um grande índice de médicos estrangeiros trabalhando, muito grande. "Aquilo que aqui está parecendo uma panaceia, no mundo inteiro isso já existe. Países que tem 18%, 20% de médicos atuando no país que são de fora.

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Na área de educação, Wagner disse que a Bahia se destaca. "Eu diria até que na área de educação é aquilo que a gente mais tem caminhado e precisa aprofundar com a melhoria da forma de gestão. Então, eu considero que a reunião foi muito positiva. Agora precisamos montar os Grupos de Trabalho e começar a concretizar essas questões e discutir fundamentalmente no Congresso Nacional – ou no plebiscito, como está proposto por ela – a questão da reforma política que, para mim, é a mais importante".

Diálogo

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O governador afirma que todos estão preocupados, querendo dialogar, de tal forma que o movimento possa ser transformador para o bem. "Eu vou manter a minha postura, garantindo o direito à manifestação e, evidentemente, o direito de ir e vir, o patrimônio público e o privado, porque eu acho que democracia se faz fundamentalmente com diálogo e com a negociação. E eu insisto aqui que, durante a semana, vou buscar ter contato com lideranças do movimento, de tal forma que a gente possa estabelecer um canal de negociação".

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