Volta do PT à chapa de Lacerda depende do PSB
Direção nacional do PT descarta intervenção em BH para retomar a aliança pela reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB). A avaliação é que uma repetição do que ocorreu em Recife seria muito desgastante. Mas os petistas pró-Lacerda aguardam uma ação do governador Eduardo Campos que obrigue o PSB a aceitar a proporcionalidade nas eleições para vereador
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Minas 247 - Apesar de a decisão tomada pela Executiva Municipal do PT em Belo Horizonte indicar a candidatura própria nas eleições deste ano, não está totalmente descartada a possibilidade de uma nova reviravolta. O 247 apurou que é muito improvável uma intervenção da direção nacional do partido que obrigue à retomada da decisão do encontro realizado há um mês, que decretou a entrada do PT no ‘chapão’ que apoia a reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB). A avaliação da cúpula petista, ao menos no momento, é que uma intervenção em BH causaria muito desgaste, uma vez que não seria a primeira - em Recife, a executiva nacional interveio e mudou o resultado da convenção, que havia optado pela reeleição do prefeito João da Costa.
Mas os defensores do acordo com o PSB ainda não desistiram completamente. Inicialmente, o presidente do PT em Minas, o deputado Reginaldo Lopes, trabalhou com a hipótese da intervenção da executiva estadual na convenção realizada neste sábado à noite, que optou pelo lançamento da candidatura de Roberto Carvalho à prefeitura. Foi desestimulado com dois argumentos: além do desgaste natural que essa ação teria, há uma resolução interna no PT que só admite invervenções do diretório estadual em cidades com menos de 150 mil habitantes.
Restou aos petistas que apoiam Lacerda, portanto, ficar nas mãos do PSB. O presidente e líder nacional do partido, o governador pernambucano Eduardo Campos, não gostou nada da posição de seus colegas em Belo Horizonte, que não aceitaram ceder ao PT e formar uma chapa proporcional nas eleições para vereador. Com isso, deram o argumento que os partidários da candidatura própria precisavam para justificar a reviravolta e o lançamento de Carvalho à prefeitura.
Campos tenta uma saída menos traumática para o caso. Mas já deu o sinal aos socialistas mineiros que não está descartada uma intervenção nacional que obrigue o PSB da capital mineira a aceitar a proporcionalidade para a Câmara Municipal.
Se o PSB voltar atrás, aí, sim, os defensores de Lacerda dentro do PT teriam o argumento necessário para retomar a aliança e a candidatura do vice-prefeito indicado pelos petistas, o deputado federal Miguel Corrêa.
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