Vigilantes cruzam os braços em todo o Estado
Os vigilantes de empresas de segurança privada que atuam em Sergipe podem decretar greve geral a partir desta segunda-feira (17). Inicialmente, a categoria decidiu cruzar os braços por 24 horas, mas esta paralisação poderá se estender indefinidamente caso o patronato não apresente uma contraproposta de reajuste salarial; apesar da ameaça, o Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de Sergipe (Sindesp) diz que a paralisação não deverá acontecer e a movimentação deverá ser nomal
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Sergipe247 - Os vigilantes de empresas de segurança privada que atuam em Sergipe podem decretar greve geral a partir desta segunda-feira (17). Inicialmente, a categoria decidiu cruzar os braços por 24 horas, mas esta paralisação poderá se estender indefinidamente caso o patronato não apresente uma contraproposta de reajuste salarial, além de aumentos no valor do ticket-alimentação e da gratificação de periculosidade. Apesar da ameaça, o Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de Sergipe (Sindesp) diz que a paralisação não deverá acontecer.
De acordo com o Sindicato dos Vigilantes de Sergipe (Sindivigilantes), a classe patronal ofereceu um aumento no salário-base da categoria para R$ 730, com desconto de 10% para o tícket-alimentação (R$ 80). "Eles mandaram uma pauta de negociação que já tinha sido discutida e rejeitada. Isso não é proposta para se passar para uma assembleia, porque não existe. O nosso piso salarial é hoje de R$ 657, abaixo do salário mínimo. Então não tem como negociar isso. Vamos parar na segunda-feira, e se a negociação não avançar até a semana que vem, vamos deflagrar uma greve por tempo indeterminado", garantiu o presidente do Sindivigilantes, Reginaldo Gonçalves.
As empresas de segurança, contudo, asseguram que a movimentação transcorrerá dentro da normalidade e descartam a possibilidade de uma greve por parte dos vigilantes. "O que existe são três grupos que estão lutando judicialmente pelo controle do sindicato e isso tem atrapalhado o fechamento da convenção coletiva. Historicamente, nos últimos 10 anos, nunca perdemos a data de fechar a convenção, mas este ano isso não se conseguiu por causa da disputa. E esse grupo que está à frente, que é um dos que disputam na Justiça, sofreu recentemente mais uma derrota quando o Ministério Público não considerou válida a eleição dele. É algo muito problemático, que tem afetado muito a categoria dos vigilantes", disse o presidente do Sindesp, Marco Aurélio Tarquínio, segundo o Jornal do Dia.
Ele também nega que o piso salarial dos vigilantes esteja abaixo do salário mínimo. Segundo ele, o salário atual dos vigilantes está entre R$ 1.200 e 1.300, pois é acrescido de adicionais e gratificações previstas na lei trabalhista. "Evidentemente que esse não é o valor ideal, mas é o que o mercado corresponde", disse. Segundo o Sindesp, Sergipe possui 12 empresas devidamente aptas a atuar na área de segurança privada e com a devida autorização da Polícia Federal. O setor emprega cerca de 7 mil vigilantes em todo o Estado.
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