Vereadores mantêm oito vetos do prefeito em sessão tensa
"É dizer que somos burros mesmo, que não precisa da gente. Se é assim, vamos acabar com essa história de Três Poderes", protestou o líder do PMDB na Câmara, vereador Cabo Júlio
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Minas 247
Depois de muita discussão e troca de farpas, os vereadores de Belo Horizonte mantiveram oito vetos do prefeito Marcio Lacerda (PSB) em sessão ordinária. Com maioria na Casa, o alcaide conseguiu derrubar os projetos aprovados.
Em sua defesa, o líder da bancada do governo no parlamento municipal, vereador Ronaldo Gontijo (PPS), disse que os decretos do prefeito são mais "minuciosos" que projetos de lei aprovados pela Casa e vetados pelo governo.
A indignação começou com o líder do PMDB, Cabo Júlio. "Os projetos foram votados pelas comissões, passaram em dois turnos pelo plenário, conseguindo 30, 35 votos, são vetados e a Casa mantém a decisão do prefeito".
Mais além, o peemedebista disse ainda que o prefeito, através dos vetos, dá a entender que os vereadores são "burros". "É dizer que somos burros mesmo, que não precisa da gente. Se é assim, vamos acabar com essa história de Três Poderes", esbraveou Cabo Júlio.
Mais uma vez defendendo Marcio Lacerda, o líder governista negou a possibilidade de o prefeito estar querendo desmerecer o trabalho da casa legislativa belo-horizontina. "Existe decreto que é mais minucioso que o (projeto) de lei que estava aqui e foi vetado".
"Para todos os vetos são montadas comissões que analisam o posicionamento do governo, e todos foram pela manutenção das decisões", completou o vereador socialista.
Ronaldo Gontijo argumentou que os colegas, às vezes, cometem "erro" na elaboração dos projetos. "Apresentaram um texto propondo a inclusão na grade curricular das escolas municipais de matéria sobre cidadania. E a legislação não permite que se inclua um conteúdo sem retirar outro".
Gontijo justificou o fato de o projeto, mesmo irregular, ter sido aprovado pela Casa. "Muitas vezes votamos no colega, e não no projeto".
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