Vencer em Belo Horizonte vira obsessão de Dilma
Eleição na capital mineira é peça chave para presidenta minar forças do senador Aécio Neves, seu principal adversário em 2014. Objetivo é carimbar no petista Patrus Ananias o rótulo de pai do Bolsa Família
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Minas 247 – Não é apenas porque é belo-horizontina que a presidenta Dilma Roussef (PT) tem dado uma atenção especial à eleição municipal deste ano na capital mineira. Berço político do seu principal adversário em 2014, Aécio Neves (PSDB), uma eventual derrota do candidato apoiado pelo senador – o atual prefeito Márcio Lacerda (PSB) - seria emblemática nos rumos da campanha presidencial.
O objetivo de Dilma é cravar em Patrus Ananias, o candidato petista em Belo Horizonte, o rótulo de pai do Bolsa Família, programa criado pelo governo Lula do qual Patrus foi Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Um dos programas mais bem avaliados da administração da presidenta petista, vincular a imagem de Patrus ao Bolsa Família pode ser decisivo no resultado do pleito em BH.
Não é apenas pensando na sua reeleição que Dilma escolheu Belo Horizonte como seu foco nas eleições deste ano. Amiga pessoal do ministro Fernando Pimentel (PT), uma vitória petista em Belo Horizonte abriria um espaço ainda maior para a candidatura de Pimentel ao governo de Minas em 2014. O estado está a 12 anos com os tucanos e é um sonho antigo dos petistas.
A primeira demonstração de vontade política da presidenta no pleito de BH se deu na articulação da coligação com o PMDB e da ruptura com o PSB. A escolha do vice candidato na chapa de Patrus, Aloisio Vasconcelos (PMDB), foi um pedido pessoal de Dilma. Além disso, a presidenta viu na campanha da capital mineira uma ótima oportunidade de juntar duas lideranças importantes do PT em Minas – Patrus e Pimentel – que até então andavam em vias distantes no partido.
É fato que a eleição na capital paulista, pela importância da cidade, será também acompanhada de perto por Dilma. O candidato do PT, Fernando Haddad, verá demonstrações de apoio da presidenta durante a campanha. No entanto, o fato do PMDB também ter candidato próprio em São Paulo, Gabriel Chalita, impede que Dilma busque uma aproximação maior com Haddad, já que ela não quer fissuras em seu relacionamento com o vice-presidente Michel Temer, padrinho da campanha de Chalita.
Tanto Dilma como Aécio sabem que a eleição em Belo Horizonte pode ser um divisor de águas para 2014. Futuros adversários, ambos entendem que a eleição presidencial já começou. Pelo menos na capital mineira.
Com informações do jornal O Estado de São Paulo
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