Vem aí o polêmico relatório de Odair
Documento do relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), promete desagradar petistas e tucanos. Relatório não fará qualquer reprimenda ao procurador-geral Roberto Gurgel, que engavetou a investigação contra Demóstenes Torres, nem pedirá o indiciamento do jornalista Policarpo Júnior, de Veja. Em relação o PSDB, um pedido inócuo de investigação contra o governador goiano Marconi Perillo, que terá pouco efeito prático, uma vez que o próprio pediu para ser investigado
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247 - Marcada para a próxima terça-feira 20, a leitura do documento final do deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da CPI do Cachoeira, deverá desagradar gregos e troianos, ou melhor, petistas e tucanos. Odair não fará qualquer reprimenda ao comportamento do procurador Roberto Gurgel, que, durante dois anos, engavetou as investigações contra o ex-senador Demóstenes Torres – talvez, porque estivesse ocupado demais com a Ação Penal 470. Além disso, ele não pedirá o indiciamento do jornalista Policarpo Júnior, de Veja, que mantinha relações próximas com o contraventor goiano – fonte de incontáveis reportagens de Veja.
Em relação ao PSDB, ele pedirá o indiciamento do governador Marconi Perillo, mas a decisão será inócua, até porque o próprio tucano protocolou pedido para ser investigado pela Procuradoria-Geral da República. Leia, abaixo, informações publicadas na coluna de Ilimar Franco, do Globo:
No pelourinho
O relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), vai pedir o indiciamento do governador Marconi Perillo (PSDB-GO); do prefeito de Palmas, Raul Filho (ex-PT); e, do deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), por envolvimento nas atividades criminosas do contraventor Carlos Cachoeira. O relatório será lido na terça-feira e alguns membros da CPI já tiveram acesso às suas conclusões.
A polêmica: Roberto Gurgel
Mesmo pressionado por setores do PT, Odair Cunha não vai incluir no relatório um pedido de investigação sobre o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel. Pesa sobre este o fato de não ter denunciado o ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM), ao receber a Operação Vegas. Integrantes da CPI, ouvidos pelo relator, disseram que derrubariam proposta com este fim. Avaliam que Gurgel agiu para que a Polícia Federal delimitasse o tamanho da infiltração em seus quadros da organização de Cachoeira. Cunha, que não quer ser acusado de fazer um relatório partidário, também não pretende servir de instrumento de retaliação por causa do Mensalão.
Sala de redação
A bancada aliada na CPI do Cachoeira rechaçou qualquer proposta, como o indiciamento do diretor de Veja em Brasília, Policarpo Junior, que sugerisse limitar a liberdade de imprensa. Por isso, a despeito do desejo de muitos petistas, Odair Cunha (na foto), não o fará. Mas seu relatório dedicará farto espaço ao debate do trabalho do jornalismo investigativo.
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