Veja os deputados de Sergipe cúmplices da corrupção
Dois deputados que atuam por Sergipe votaram pelo pelo arquivamento das investigações contra Michel Temer: Fabio Reis (PMDB) e Andre Moura (PSC), este último (à esq.) é líder do governo no Congresso e foi condenado ao pagamento de multa e a perda dos direitos políticos por um período de oito anos por ter causado um prejuízo de R$ 1,4 milhão aos cofres públicos da prefeitura de Pirambu (SE), base eleitoral do parlamentar
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Sergipe 247 - Dois deputados que atuam por Sergipe votaram nesta quarta-feira (2) pelo pelo arquivamento das investigações contra Michel Temer: Fabio Reis (PMDB) e Andre Moura (PSC), este último líder de Temer e foi condenado ao pagamento de multa e a perda dos direitos políticos por um período de oito anos por ter causado um prejuízo de R$ 1,4 milhão aos cofres públicos da prefeitura de Pirambu (SE), base eleitoral do parlamentar.
Os recursos saíram de forma fraudulenta do tesouro municipal para o Pirambu Futebol Clube, conhecido como o "time do Mourão", segundo sentença proferida pelo juiz da Comarca de Japaratuba, cidade vizinha a Pirambu, Rinaldo Salvino do Nascimento (veja aqui).
Votaram pela continuidade Adelson Barreto (PR), Fábio Mitidieri (PSD), Fabio Reis (PMDB), João Daniel (PT), Jony Marcos (PRB), Laercio Oliveira (SD) e Valadares Filho (PSB).
Acusações contra Temer
O peemedebista foi citado na delação dos donos da JBS, os empresários Joesley Batista e seu irmão Wesley. Os delatores afirmaram que o peemedebista indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS).
Depois, o parlamentar foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. O empresário disse a Temer que estava dando ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: "Tem que manter isso, viu?".
Uma reportagem de Época deste último final de semana também apontou que Temer mandou a JBS entregar R$ 3 milhões, em dinheiro vivo, ao ex-deputado Eduardo Cunha. "Pode fazer", disse Temer ao ex-diretor da JBS, Ricardo Saud, segundo a matéria (leia aqui). A propina era parte de um acerto de propina de R$ 15 milhões entre a empresa e o PMDB.
Após denunciar Temer por corrupção passiva, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá ser apontar o peemedebista como chefe de organização criminosa. Será a segunda acusação feita em um dos quatro inquéritos do chamado quadrilhão, abertos a partir do desmembramento do inquérito-mãe da Lava-Jato.
Pesquisas
Levantamento feito pelo Instituto Vox Populi entre 29 e 31 de julho revela que nada menos que 94% dos brasileiros desejam que Michel Temer seja investigado pela denúncia apresentada pelo procurador-geral Rodrigo Janot.
Pesquisa Ibope, divulgada na última quinta-feira (27), apontou que apenas 5% dos brasileiros aprovam o governo Michel Temer, a pior popularidade desde redemocratização. O percentual (ótimo/bom) de 5% é tecnicamente empatado com os 7% apurados em junho e julho de 1989, no governo do então presidente José Sarney.
Para que a Câmara não autorize o Supremo Tribunal Federal a investigar Temer, o peemedebista fez operação que, segundo a agência alemã Deutsche Welle, poderá custar nada menos que R$ 17 bilhões (saiba mais aqui).
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