"Vamos levantar a cabeça e trabalhar"

Treinador do rebaixado Palmeiras, Gilson Kleina promete comprometimento para melhorar a situação do clube. Mas vêm aí eleições no Palmeiras, e Kleina pode nem seguir como treinador. Nesta segunda-feira, a tão criticada diretoria alvi-verde expõs mensagem de consolo no site oficial do clube

"Vamos levantar a cabeça e trabalhar"
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Agência Palmeiras - No final do mês de setembro, o técnico Gilson Kleina chegou ao Palmeiras com a difícil missão de tirar o time alviverde da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Logo no início do trabalho dele frente ao Verdão, a equipe palmeirense teve um crescimento considerável na competição nacional. Porém, ao decorrer do campeonato, o comandante não conseguiu transformar as boas atuações em vitórias. Após a confirmação do rebaixamento para a Série B do Brasileiro, Kleina mostrou-se muito abatido com o fato, mas enalteceu os jogadores palestrinos.

"Você trabalha, cria, mas não é fácil. O futebol chega a ser ingrato em alguns momentos. Nós estamos trabalhando em cima do que a gente pensa. Estamos fazendo um trabalho árduo. Problemas tem de ser resolvidos, mas isso é internamente. Respeito muito os jogadores que aqui estão. Infelizmente, o time não conseguiu reagir no campeonato. Nós temos de lamentar o jogo contra o Fluminense. Hoje (domingo), nós neutralizamos o Flamengo, jogamos de igual para igual. Isso está muito mais no trabalho, todos tiveram oportunidades. O futebol tem tudo isso. Vamos levantar a cabeça e trabalhar", disse Kleina, que lamentou os inúmeros problemas durante a campanha na competição nacional.

"São fatos. Primeiro, o número de lesões, que passa pelo calendário, mas passa também por planejamento. Segundo, a perda dos mandos (de campo). Comigo aqui, a gente só fez um jogo em casa. Uma hora você joga a 300 km, outra a 600 km. Você abdica da logística natural para viajar, corta a recuperação do atleta. Isso atrapalha demais", falou o treinador – após punição imposta pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), o Palmeiras perdeu quatro mandos de campo e teve de atuar em Araraquara e Presidente Prudente, cidades localizadas no interior de São Paulo.

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Neste domingo (18), contra o Flamengo, em Volta Redonda-RJ, o Verdão acabou sofrendo o empate nos últimos minutos da partida. Para o comandante alviverde, um resultado a favor da equipe palmeirense era o mais justo naquela tarde. "Eu estou com o sentimento mais tranquilo agora. Quando saí do campo, eu estava indignado. Pelo jogo que fizemos. Ninguém queria esse resultado. Foi injusto. Tivemos uma equipe desmantelada, mas que teve brio. Agora é enfrentar a realidade", finalizou.

Comprometimento

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Durante a entrevista coletiva do técnico Gilson Kleina, depois do empate em 1 a 1 com o Flamengo, em Volta Redonda-RJ, o treinador palmeirense foi questionado pelos jornalistas sobre o futuro dele no clube paulista, após a confirmação do rebaixamento do time alviverde à Série B do Campeonato Brasileiro. Convicto, Kleina afirmou que, independentemente de qualquer situação, ele vai continuar mantendo o foco no trabalho que vem realizando no Palmeiras – desde a sua chegada ao Verdão, Kleina comandou a equipe em 13 jogos, com cinco vitórias, um empate e seis derrotas.

“Uma coisa a gente tem que entender: a avaliação tem de ser minuciosa. É preciso ter atitude, e a atitude passa por nós. Ninguém é dono da verdade, mas a gente não pode ser conivente com algumas coisas, que vou falar internamente. Se nós pudéssemos antecipar alguma coisa com o pessoal, claro que eu pediria o projeto, mas é política, não tem como. O que eu vou procurar fazer é um planejamento, dentro das minhas convicções. O futuro não pertence a mim”, falou Gilson Kleina.

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Segundo o treinador palmeirense, o elenco palestrino esbarrou-se em alguns problemas inesperados durante o Campeonato Brasileiro, principalmente com o grande número de lesões. O lateral-esquerdo Fernandinho e o meia Valdivia, por exemplo, só voltarão aos gramados em 2013. Além do jogador Wesley, que ficou um longo período lesionado e retornou ao time na reta final da competição nacional. Para o duelo deste domingo (18) com o Flamengo, em Volta Redonda-RJ, Kleina não pôde contar com 13 atletas.

“Um monte de desfalques, um monte de problemas, que só aumentam. Contra o Flamengo, nós fizemos o gol. Aí a bola foi chutada, resvalou e mais uma vez tomamos o gol dessa forma. Para explicar o que aconteceu, só os deuses do futebol. Mudaram alguns conceitos no futebol. O jogo está mais rápido, mais físico, a parte física está até mais importante do que a técnica. A gente tem que ser forte no início, no meio e no fim (do ano). Não adianta ser forte só no início”, analisou.

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