Valente sobre Bolsonaro: vergonha internacional
"Atendendo a seu novo amiguinho, Viktor Urban da Hungria, xenófobo de extrema direita, Bolsonaro disse q os brasileiros ñ conhecem ditadura. Foram 21 anos de assassinatos, torturas, desaparecimentos, censura. Ele fã do torturador Brilhante Ulstra ñ viu nenhum crime. Vergonha internacional!", afirmou o deputado Ivan Valente (Psol-SP)
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SP 247 - O deputado federal reeleito Ivan Valente (Psol-SP) criticou a declaração do presidente eleito Jair Bolsonaro, para quem o povo brasileiro não sabe o que é uma ditadura.
"Atendendo a seu novo amiguinho, Viktor Urban da Hungria, xenófobo de extrema direita, Bolsonaro disse q os brasileiros ñ conhecem ditadura. Foram 21 anos de assassinatos, torturas, desaparecimentos, censura. Ele fã do torturador Brilhante Ulstra ñ viu nenhum crime.Vergonha internacional!", escreveu o parlamentar no Twitter.
Bolsonaro conversou por telefone com o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, e afirmou nesta segunda-feira (19) que pretende ser "grande parceiro" dele.
De acordo com avaliações de agências internacionais, Orbán, líder de direita, destaca-se pelos discursos xenófobos e por medidas que isolam a Hungria da Europa.
Em setembro, por exemplo, o Parlamento da União Europeia decidiu punir a Hungria por ignorar regras democráticas de maneira "persistente".
"[A Hungria] é um país que sofreu muito com o comunismo no passado, é um povo que sabe o que é ditadura. O povo brasileiro não sabe o que é ditadura ainda, não sabe o que é sofrer na mão dessas pessoas. E ele [Orbán] está muito feliz com a nossa eleição e nós, com toda certeza, seremos grandes parceiros para o futuro", declarou Bolsonaro em entrevista no Rio de Janeiro.
Ao citar o coronel Brilhante Ustra, Valente fez referência ao fato de Bolsonaro já ter exaltado o militar, como aconteceu, por exemplo, durante a votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff, em abril de 2016.
Ustra é apontado como responsável por ao menos 60 mortes e desaparecimentos em São Paulo durante a ditadura e foi denunciado por mais de 500 casos de tortura cometidos nas dependências do Doi-Codi entre 1970 e 1974.
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— Ivan Valente (@IvanValente) 19 de novembro de 2018continua após o anúncio
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