Valente: política tosca leva a isolamento político e econômico

Deputado reeleito do Psol-SP criticou a decisão de Jair Bolsonaro de mudar a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém e lembrou que Egito cancelou o encontro com o ministro Aloysio Nunes Ferreira; "É a primeira retaliação à decisão de Bolsonaro de mudar a embaixada brasileira em Israel p/ Jerusalem, hostilizando os palestinos. A política tosca leva a isolamento político e econômico"

Valente: política tosca leva a isolamento político e econômico
Valente: política tosca leva a isolamento político e econômico (Foto: Alex Ferreira - Câmara dos Deputados)


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SP 247 - O deputado federal reeleito Ivan Valente (Psol-SP) criticou a decisão do presidente eleito Jair Bolsonaro de mudar a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. O congressista lembrou que o governo do Egito cancelou o compromisso com o ministro Aloysio Nunes Ferreira, chanceler do golpe.

"É a primeira retaliação à decisão de Bolsonaro de mudar a embaixada brasileira em Israel p/ Jerusalem, hostilizando os palestinos. A política tosca leva a isolamento político e econômico", escreveu o parlamentar no Twitter.

Autoridades palestinas criticaram a decisão de Bolsonaro. Segundo Hanane Achraoui, "trata-se de uma medida provocadora, que é ilegal diante do direito internacional e que não faz nada mais que desestabilizar a região". A entrevista foi concedida à AFP.

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O grupo Hamas, que comanda o território palestino de Gaza, usou uma rede social para criticar as declarações de Bolsonaro. "Rejeitamos a decisão do presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, de mover a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém e pedimos que ele abandone sua decisão. A iniciativa é um “passo hostil ao povo palestino", disse o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, em uma rede social.

A cidade de Jerusalém é disputada por israelenses e palestinos, que veem a localidade como como sagrada e a querem como sua capital.

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A região foi dividida ao final da guerra árabe-isralense de 1948. Israel ficou com o controle sobre Jersalém Ocidental e a Jordânia com o de Jerusalém Oriental, que incluiu localidades sagradas para judeus, cristãos e muçulmanos.

Em 1980, Israel aprovou uma lei anexando Jerusalém Oriental, o que gerou críticas de outros países e também da Organização das Nações Unidas (ONU). Na época, diversas nações transferiram suas Embaixadas para Tel Aviv.

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