"V. Exa. está nervoso porque perdeu a eleição"

Afirmativa é da vereadora Aladilce Souza (PCdoB) sobre o líder do governo na Câmara vereador Téo Senna (PTC); em mais uma sessão marcada por bate boca, parlamentares votaram apenas projetos de pouca ou nenhuma relevância para a população e as discussões pelas contas rejeitadas do prefeito João Henrique (PP) e pelas matérias 'polêmicas' ficaram apenas na informalidade; colégio de líderes se reúne na próxima terça para tentar acordo

"V. Exa. está nervoso porque perdeu a eleição"
"V. Exa. está nervoso porque perdeu a eleição" (Foto: Romulo Faro/Bahia 247)


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Romulo Faro_Bahia 247

Mais uma sessão de ânimos exaltados, mas de pouca produtividade na Câmara Municipal na tarde desta quarta-feira (21). Votação apenas de projetos de indicação e concessão de títulos postos a apreciação sem acordo entre as bancadas.

Na galeria, manifestantes cobravam aprovação do projeto do Executivo que renova a concessão do Aeroclube, cujo estado atual é de abandono.

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No plenário, blocos se enfrentando por interesses incomuns. O presidente da Casa, vereador Pedro Godinho (PMDB), marcou para a próxima terça-feira (27) a reunião do colégio de líderes para acertar a votação dos projetos 'polêmicos' do Executivo e as contas referentes ao exercício 2009 e 2010 da prefeitura.

E está exatamente aí o ponto de discórdia. A minoria quer votar apenas o relatório da Comissão de Finanças da Casa, que seguiu indicação de rejeição por parte do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) para as duas prestações de contas do prefeito João Henrique (PP).

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O governo, por outro lado, elege como prioridade a apreciação das chamadas matérias polêmicas, enviadas por João às vésperas de sua desastrosa gestão de oito anos à frente do Executivo municipal, com dois mandatos consecutivos.

Diante da proximidade do recesso parlamentar, os vereadores dizem que não têm tempo de estudar, sequer fazer possíveis alterações nos projetos que tratam diretamente do ordenamento urbano da capital baiana, tais como a Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (Louos) e o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU).

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"Não vamos ter tempo. Temos que votar logo as contas da prefeitura", bradava a vice-líder da oposição, vereadora Aladilce Souza (PCdoB). "Então vamos votar os projetos do Executivo", sugeriu Téo Senna (PTC), o líder da bancada que defende os interesses do prefeito.

Os dois, mais uma vez, protagonizaram discussão acalorada no plenário. A comunista chamou o colega de parlamento de "desonesto" por conta de conversas anteriores para votação das contas. "Desonesta é a senhora", rebateu Téo, do outro lado do plenário.

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Aladilce não deixou barato e disparou a tréplica. "V. Exa. Está nervoso porque perdeu a eleição". Fez-se um silêncio quase mórbido no Plenário Cosme de Farias...

A líder do PT, vereadora Marta Rodrigues, pariu em defesa da colega de bancada e também desferiu palavras desagradáveis contra o líder do governo. "Muitos acordos já foram feitos e quando chegamos aqui foram desfeitos", disse a petista. Dez minutos depois a sessão foi suspensa e caiu por falta de quórum.

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Enquanto isso, o prefeito João Henrique continua a ganhar tempo e a expectativa é a de que, assim como em 2012, quando a Louos e o PDDU foram votados entre o Natal e o Réveillon, as matérias sejam aprovadas com o chamado 'rolo compressor', manobra na qual a bancada do governo se prevalece da maioria e só vota os interesses da oposição mediante acordo para aprovar o que é de interesse do Executivo.

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