União dos Municípios da Bahia: Temer dá 'esmolas' aos prefeitos
Em discurso inflamado na 'Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios', o presidente da União dos Municípios da Bahia, Eures Ribeiro (PSD), disse que o governo de Michel Temer "dá esmolas" e "escraviza" os prefeitos; segundo ele, as políticas federais para os municípios são excludentes e prejudiciais; "A casa grande podia tudo, com seus senhores, e a senzala nada podia. Nos tempos de hoje, o governo federal nada mais é do que a casa grande e nós, os municípios, a senzala pobre, negra, esquecida e fragilizada por eles", disse Eures Ribeiro, que também é prefeito de Bom Jesus da Lapa
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Bahia 247 - Em discurso inflamado na 'Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios', o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Eures Ribeiro (PSD), disse que o governo federal "dá esmolas" e "escraviza" os prefeitos. Segundo ele, as políticas federais para os municípios são excludentes e prejudiciais.
"A casa grande podia tudo, com seus senhores, e a senzala nada podia. Nos tempos de hoje, o governo federal nada mais é do que a casa grande e nós, os municípios, a senzala pobre, negra, esquecida e fragilizada por eles", disse Eures Ribeiro, que também é prefeito de Bom Jesus da Lapa.
Ele citou como exemplo para embasar seu discurso a correção do piso salarial dos professores. Para ele, os 7,4% de reajuste não foram acompanhados pelo valor corrigido enviado aos municípios, já que as cidades recebem por aluno ao ano. A medida gerou déficit na receita municipal, de acordo com o presidente da UPB.
"Deram uma esmola com o chapéu alheio. Com o aumento, o governo pareceu bonzinho, mas quem pagou as contas foram os municípios", afirmou o prefeito baiano.
Eures Ribeiro citou também o episódio da "desfeita" e da "humilhação" que alega ter sofrido em Brasília no último dia 3. Convidado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) para participar de uma reunião no Palácio do Planalto, com presença de Michel Temer, Eures foi impedido de entrar e representar as associações do Nordeste Brasileiro sem nenhuma justificativa.
"Fui até a porta da reunião (no Palácio do Planalto) para assistir ser barrado e fui barrado porque reclamo pelos direitos dos prefeitos do meu estado".
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