UFRPE é acusada de desmatamento ilegal
Tcnicos da Secretaria de Meio Ambiente do Recife interditam terraplanagem que estaria irregular na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE; h suspeitas de desmatamento e agresso a uma zona de proteo ambiental
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Tércio Amaral_PE247 – Depois de uma vistoria de rotina, fiscais da Secretaria de Meio Ambiente do Recife (Semas) embargaram uma de obra de terraplanagem da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) nesta sexta-feira (20). A instituição, que, curiosamente, é especialista em formar técnicos ambientais, não tinha alvará de licenciamento para tocar a intervenção. Segundo informações da pasta de meio ambiente, a construtora Directa Engenharia e Projetos estaria trabalhando numa zona de preservação ambiental numa área de 1,5 hectares, cuja importância é a alimentação dos aquíferos da cidade (águas subterrâneas).
Segundo o secretário de Meio Ambiente do Recife, Marcelo Rodrigues, a abordagem dentro do campus constatou que a construtora não possuía o licenciamento necessário para a execução do empreendimento. “Fizemos uma ação no ano passado na região, onde retiramos algumas famílias que estavam invadindo a mata e já notamos a intervenção da Universidade. É uma área de interesse de todos os cidadãos”, argumentou Marcelo, frisando que a UFRPE pode responder um processo no Ministério Público por agressão ao meio ambiente. A multa pode variar entre R$ 5 mil a R$ 250 mil.
O pró-reitor de planejamento da UFRPE, Romildo Morant, argumentou que houve um “erro de interpretação” da secretaria de Meio Ambiente do Recife. Segundo ele, a área da intervenção é bem menor do que argumentada pelos técnicos. Para alimentar o “coro” do pró-reitor, informações de bastidores da Universidade afirmam que a pasta de meio ambiente estaria realizando esta intervenção para atrair os olhares da mídia.
“Aquilo não chega a três mil metros quadrados. Isto não passa de um mal entendido. Não existe nenhum desmatamento de mata nativa naquela área, é tudo mata secundária e mato crescido. Nossa intervenção foi para melhorar as condições de convivência da comunidade acadêmica. Em dez dias, vamos apresentar documentos e voltar às atividades no local”, argumentou Romildo.
Ainda de acordo com o pró-reitor, a área embargada pela Semas deve passar por intervenções como melhoria de acessos, iluminação e uma nova biblioteca. “Devemos implantar naquele entorno uma biblioteca para os cursos de ciências sociais e de saúde. A construção terá 2,5 mil metros quadrados ao custo de R$ 2,5 milhões”, frisou Romildo, destacando que a licenças para esta última intervenção ainda serão realizadas, junto ao Poder Público.
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