UE planeja dar mais poder para consumidores processarem companhias

A proposta do órgão executivo da UE, divulgada nesta quarta-feira, permitirá que alguns grupos lancem ações coletivas e autoridades de proteção de consumidores poderão impor penas mais severas.

UE planeja dar mais poder para consumidores processarem companhias
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(Reuters) - A União Europeia planeja dar mais poderes para os consumidores processarem companhias como a Volkswagen depois que o escândalo conhecido como “Dieselgate” mostrou os limites das autoridades de proteção dos consumidores em coibir a corrupção corporativa.

A proposta do órgão executivo da UE, divulgada nesta quarta-feira, permitirá que alguns grupos lancem ações coletivas e autoridades de proteção de consumidores poderão impor penas mais severas.

Diante da frustração de Bruxelas sobre o poderio de empresas de veículos e de tecnologia, as multas vão subir para até 4 por cento do faturamento anual no caso de empresas consideradas culpadas de violar direitos de grandes grupos de consumidores.

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“As autoridades de proteção dos consumidores vão finalmente ter meios para punir os corruptos”, disse a comissária europeia de Justiça, Vera Jourova. “Não pode ser barato trapacear.”

Autoridades europeias afirmaram, depois que a Volkswagen foi pega pelos Estados Unidos usando um software para trapacear em testes de emissões de poluentes de veículos a diesel, que precisavam de ferramentas para assegurar que os donos de carros europeus recebessem o mesmo tipo de compensação oferecido aos proprietários nos EUA.

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Jourova afirmou que apenas duas autoridades nacionais de proteção de consumidores impuseram multas para a Volkswagen que somaram 5,5 milhões de euros. “Isso é nada em comparação com o que a Volkswagen pagou nos EUA”, disse ela.

Grupos empresariais afirmaram que o plano, que ainda precisa ser aprovado por governos nacionais e pelo parlamento europeu, pode levar a uma proliferação de processos. Os grupos também afirmaram que os consumidores na UE já desfrutam de algumas das regras mais duras de proteção do mundo.

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Por Alissa de Carbonnel

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