Tucanos quase vão às vias de fato em reunião na Câmara
O clima esquentou na reunião de deputados e senadores do PSDB na tarde desta terça-feira na Câmara; os tucanos deveriam conhecer e debater os detalhes de pesquisa encomendada pelo presidente interino do partido, senador Tasso Jereissati, mas houve forte discussão, troca de ofensas e ameaças de agressão física, de acordo com a coluna Painel, da Folha de São Paulo; o levantamento encomendado por Tasso foi a gota d'água para o acirramento da crise; o documento aponta forte desgaste do partido perante a opinião pública, mas mais do que o seu conteúdo, foram os realizadores da enquete que causaram incômodo em parte dos tucanos
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Brasília 247 - O clima esquentou na reunião de deputados e senadores do PSDB na tarde desta terça-feira (31) na Câmara. Os tucanos deveriam conhecer e debater os detalhes de pesquisa encomendada pelo presidente interino do partido, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), mas houve forte discussão, troca de ofensas e ameaças de agressão física, de acordo com a coluna Painel, da Folha de São Paulo.
O levantamento encomendado por Tasso foi a gota d'água para o acirramento da crise. O documento aponta forte desgaste do partido perante a opinião pública, mas mais do que o seu conteúdo, foram os realizadores da enquete que causaram incômodo em parte dos tucanos.
Tasso contratou o instituto 'Ideia Big Data' para trabalhar para o PSDB durante sua gestão. Integrantes do PSDB de Minas, ligados ao senador Aécio Neves, afirmam que o vice-presidente da Ideia prestou serviços para o PT local em 2014, e que hoje a firma tem ligações com a Pepper, agência contratada pela campanha de Dilma e hoje investigada por suspeita de lavagem de dinheiro.
Os tucanos mineiros acusam o vice-presidente da Ideia de ter patrocinado 'baixaria digital', e foram para a reunião munidos de prints de postagens feitos por ele contra nomes do PSDB, como o governador Geraldo Alckmin, pré-candidato do partido à Presidência. Já a ala ligada a Tasso diz que o diretor da companhia prestou serviços para o PSDB em 2010 e para Sérgio Motta, homem forte do governo FHC.
As discussões subiram de tom e aliados de Tasso chegaram a gritar que não ficariam "do lado de corrupto". Há forte crítica na ala ligada ao cearense ao apoio do PSDB ao governo Michel Temer e à permanência de Aécio como presidente da sigla, ainda que licenciado do posto.
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