TRT dará palavra final sobre greve de ônibus
Tribunal Regional do Trabalho (TRT6) decidirá, ainda nesta terça-feira (2), os rumos das negociações entre os motoristas e cobradores de ônibus junto à classe patronal, além de decidir pela legalidade ou não da greve; a categoria pede um reajuste salarial de 33%, os patrões oferecem um aumento de 3%; paralisação, que já dura dois dias, prejudica cerca de dois milhões de passageiros
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PE247 – O Tribunal Regional do Trabalho (TRT6) decidirá, ainda nesta terça-feira (2), os rumos das negociações entre os motoristas e cobradores de ônibus junto à classe patronal, além de decidir pela legalidade ou não da greve. Enquanto a categoria pede um reajuste salarial de 33%, os patrões oferecem um aumento de 3%. Após cinco horas de reunião sem acordo nesta segunda-feira (1), os rodoviários deflagraram greve por tempo indeterminado, prejudicando dois milhões de passageiros por dia.
O TRT determinou que, pelo menos, 80% da frota continuasse em circulação nos horários de pico sob multa de R$ 100 mil por dia, caso a ordem fosse descumprida. No entanto, conforme o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE), no primeiro dia de greve (1), alegou que apenas 56% dos ônibus circularam pelas ruas do Grande Recife no primeiro dia de paralisação (1) e 60% no segundo (2).
O sindicato que faz oposição a atual diretoria da representação dos trabalhadores, informou que não havia sido notificado pelo TRT, o que deve gerar mais polêmicas nas tentativas de um consenso. As negociações tiveram, ainda, outra controvérsia. Isso porque, segundo a classe trabalhadora, alguns funcionários estariam sendo demitidos por aderirem à greve. Por outro lado, o presidente da Urbana-PE, Fernando Bandeira, negou as acusações.
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