Tremores em Minas: governo pede ajuda ao Japão

Abalos frequentes nos últimos dias em Montes Claros, no norte mineiro, levam o governo Anastasia a pedir auxílio de instituto japonês para avaliar as causas. Japão é o país com maior incidência de terremotos no mundo

Tremores em Minas: governo pede ajuda ao Japão
Tremores em Minas: governo pede ajuda ao Japão (Foto: Edição/247)


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Minas 247 - O governo mineiro já pede auxílio dos japoneses para avaliar as causas dos frequentes tremores de terra sobre a cidade de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. Além do envio de técnicos, o governador Antonio Anastasia (PSDB), propõe a assinatura de um convênio de cooperação técica para investigar a existência de uma possível falha geológica que estaria provocando os tremores. O acordo solicitado é com o Instituto de Desastres Naturais do Japão (Icharm).

O Japão é o país com maior incidência de terremotos no mundo. Dois em cada tremores com magnitude superior a 6 graus na escala Richter atingem o país asiático. Um dos mais devastadores foi o de 1923, com 8,1 graus, que provocou a morte de mais de 3 mil pessoas em Tóquio. Em março de 2011, o Japão foi atingido por um terremoto de 9 graus, o pior do país e o quarto pior da história no mundo.

Leia o texto da Agência Minas:

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O governo de Minas, por meio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec-MG) solicitou, na tarde desta quarta-feira (23), apoio do Observatório Sismológico (Obsis) da Universidade de Brasília (UnB) para instalação de sismógrafo em Montes Claros capaz de registrar e verificar as causas dos tremores ocorridos no município. Técnicos e equipamentos apropriados já estão sendo deslocados de Lavras, no Sul de Minas, onde desempenhavam trabalhos pela UnB, para o Norte do Estado.

Os equipamentos sensoriais serão montados em Montes Claros de imediato e ficarão o tempo necessário para registrar, analisar e gerar material para estudos sobre as falhas responsáveis pelos tremores. Mais três especialistas do Observatório Sismológico da UnB, em Brasília, desembarcarão nesta quinta-feira (24/05) no município.

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Além de estudar o fenômeno, os especialistas irão realizar um trabalho de orientação à população, ao poder público e aos profissionais envolvidos, entre eles os da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil. A Defesa Civil Estadual também solicitou o apoio da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), para o envio de mais especialistas para a cidade.

O Governo Estadual já entrou em contato com a Secretaria Nacional de Defesa Civil, no Ministério da Integração Nacional, requerendo apoio técnico e ajuda para a reconstrução das casas danificadas e comprometidas a partir da ocorrência dos tremores no município. 

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Por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), o Governo também recorreu ao Instituto de Desastres Naturais do Japão (ICHARM), sediado em Tsukuba, para que enviem técnicos a Minas Gerais para também avaliarem os tremores de terra. A diretoria do ICHARM informou que irá definir, nos próximos dias, quais especialistas virão a Minas para realizarem os trabalhos.

Além da vinda de técnicos japoneses ao Estado, o Governo de Minas propôs ao Instituto de Desastres Naturais do Japão a assinatura de um convênio de cooperação técnica, objetivando a implementação de estudos no Norte de Minas sobre a existência de possível falha geológica que estaria provocando os tremores. A Sectes avalia que há possibilidade de o convênio ser assinado, em Belo Horizonte, em junho, aproveitando a participação de membros da diretoria do ICHARM na Conferência Mundial do Clima, que será realizada no Rio de Janeiro.  

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Equipe da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec-MG) está em Montes Claros desde sábado (19) e, com o apoio do Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar, Comdec e da Prefeitura, montou o Sistema de Comando em Operações (SCO) com a finalidade de coordenar e avaliar as ações de resposta aos danos causados pelo tremor.

As ocorrências de Abalos Sísmicos foram registradas entre 10h42 do dia 19 de maio e 16h32 do dia 20 de maio. A Universidade de Brasília informou que o tremor alcançou cerca de 4.2 graus na Escala Richter, sendo considerado de intensidade moderada.

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Já foram realizadas 60 vistorias pelas equipes, sendo que nas mais relevantes, e que ensejaram a desocupação e condenação do imóvel, houve o acompanhamento e participação direta da Cedec-MG.

O Norte de Minas vem registrando abalos sísmicos há pelo menos cincos anos. O maior deles foi em dezembro de 2007, quando um tremor de 4,9 graus na escala Richter causou a morte de uma criança de cinco anos, a primeira registrada no país em função de terremoto, e danificou 76 casas em Caraíbas, distrito de Itacarambi, distante 663 quilômetros de Belo Horizonte.

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