Transnordestina ficará pronta só em 2016
Responsável pelo empreendimento, a empresa Transnordestina Logística (TLSA) havia prometido a conclusão das obras para 2014, quando a presidente Dilma visitou o local; agora, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai elaborar mudanças no contrato, prevendo punição em caso de descumprimento de prazos
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PE247 – A Ferrovia Transnordestina será concluída em 2016, seis anos a mais do que a previsão inicial, que era finalizar os trabalhos até o final do governo Lula (2003-2010). O empreendimento, que tinha um orçamento inicial de R$ 5,4 bilhões e terá um custo final R$ 7,5 bilhões, está sendo tocado pela Transnordestina Logística (TLSA). A empresa prometeu à presidente Dilma Rousseff (PT) que a obra seria concluída em 2014, quando a petista esteve, no ano passado, em Pernambuco para conferir o andamento das obras. Agora, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai elaborar algumas mudanças no contrato com a TLSA, sem especificações até o momento, prevendo punição em caso de descumprimento de prazos. Se ocorrerem novas falhas, o contrato poderá ser anulado.
Para justificar o atraso, a empreiteira alegou que os estados de Pernambuco e do Ceará precisariam fazer as desapropriações necessárias para a execução das obras, além de necessitar de mais recursos. O governo federal pensou em realizar um novo processo licitatório para conceder o projeto à iniciativa privada, porém, segundo interlocutores do Planalto, a medida poderia passar a impressão de que o governo não tem competência para gerir uma obra de grande porte como a ferrovia.
Em relação ao custo, a estimativa inicial era de R$ 5,4 bilhões, depois passou para R$ 6,72 bilhões e, agora, vai custar R$ 7,5 bilhões. Além disso, de acordo com o jornal o Estado de S. Paulo, estão previstos gastos adicionais de R$ 1,5 bilhão para a compra de vagões e locomotivas. A transnordestina, que terá 1.728 quilômetros de extensão e ligará os portos de Suape (PE) e Pecém (CE) ao município de Eliseu Martins, no Piauí, está sendo financiada pelo Banco do Nordeste (BNB), Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A ferrovia terá um papel fundamental na medida em que facilitará o escoamento e o transporte de cargas entre os estados nordestinos.
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