Trabalhadores de limpeza urbana podem parar na Bahia
Os trabalhadores de limpeza urbana de Salvador e do interior do estado, ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza da Bahia (Sindilimp-BA), cobram negociação das empresas terceirizadas em relação ao reajuste salarial e ameaçam parar as atividades; de acordo com a coordenadora geral do Sindilimp, Ana Angélica Rabello, já houve um pedido de mediação para essa demanda ao Ministério Público do Trabalho e os profissionais seguem com manifestações; "É preciso retomar as negociações. Os trabalhadores lutam por seus direitos e vão para as ruas na sexta contra o governo golpista e contra a prepotência dos patrões das empresas terceirizadas", diz Ana Angélica
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Bahia 247 - Os trabalhadores de limpeza urbana de Salvador e do interior do estado, ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza da Bahia (Sindilimp-BA), cobram negociação das empresas terceirizadas em relação ao reajuste salarial e ameaçam parar as atividades. De acordo com a coordenadora geral do Sindilimp, Ana Angélica Rabello, já houve um pedido de mediação para essa demanda ao Ministério Público do Trabalho e os profissionais seguem com manifestações, inclusive aderindo à greve geral desta sexta-feira (30).
"Já protocolamos e solicitamos que o presidente da Limpurb [Empresa de Limpeza Urbana do Salvador] seja notificado. É preciso retomar as negociações, os trabalhadores lutam por seus direitos e vão para as ruas na sexta contra o governo golpista e contra a prepotência dos patrões das empresas terceirizadas", diz Ana Angélica.
Segundo ela, a campanha salarial da limpeza urbana segue em Salvador, Catu, Pojuca, Juazeiro e outras cidades do interior da Bahia e não descarta a paralisação. "Os trabalhadores estão insatisfeitos e querem uma greve permanente até que sejam retomadas as negociações. As empresas estão lucrando em cima do suor dos trabalhadores e não querem assegurar os direitos dos profissionais. A insatisfação também chega a cidades do interior, onde os serviços também devem ser paralisados", completa.
Para o vereador de Salvador Luiz Carlos Suíca (PT), "a situação é delicada e os trabalhadores já não têm mais paciência". Segundo o edil ele, os profissionais querem continuar trabalhando, mas é preciso ter condições para isso. "Não vejo outro meio que não seja o protesto para que os patrões passem a respeitar os trabalhadores terceirizados. É um absurdo isso, os profissionais não estão pedindo nada, o reajuste é um direito e isso deve ser considerado".
Asseio e conservação
Durante protesto de outra categoria, a de asseio e conservação, em frente à Secretaria Estadual de Educação (SEC), em Salvador, a coordenadora geral do Sindilimp, Ana Angélica, lembra que os trabalhadores que atuam na pasta estão desde abril sem receber seus vencimentos.
"A empresa MA2/Staff não realiza os pagamentos salariais desde abril deste ano. Enquanto o governador antecipa 30% do salário dos servidores, os terceirizados seguem sem receber. Em Salvador, o prefeito antecipou 100% aos servidores, e esqueceu dos terceirizados. Parece que esses trabalhadores não existem".
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