Torcidas organizadas barradas em Pernambuco

As torcidas organizadas dos três principais clubes do Recife podem ser proibidas definitivamente de entrarem nos estádios pernambucanos; De acordo com o Ministério Público (MPPE), cerca de 800 delitos, entre lesões corporais, formação de quadrilha e roubo estariam relacionados a estes grupos

Torcidas organizadas barradas em Pernambuco
Torcidas organizadas barradas em Pernambuco (Foto: Divulgação)


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PE247 – As torcidas organizadas dos três principais clubes do Recife podem ser proibidas definitivamente de entrarem nos estádios pernambucanos. O promotor do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Ricardo Coelho, impetrou uma ação civil pública na Justiça Estadual pedindo a extinção da Inferno Coral, do Santa Cruz, da Jovem (Sport), e da Fanáutico (Náutico). O caso está sob responsabilidade do juiz da quinta Vara da Fazenda Pública, Edvaldo Palmeira.

De acordo com o promotor, cerca de 800 delitos, entre lesões corporais, formação de quadrilha, roubo (obtenção de um bem do cidadão sob o contato com a vítima) e furto (quando se toma objetos de pessoas sem que a mesma tenha conhecimento) estão relacionados a estas torcidas organizadas. Caso a ação seja aprovada, o descumprimento dela implicará em multa de R$ 500 mil por dia que deverá ser paga pelos clubes, Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Polícia Militar (PM), além das próprias torcidas organizadas.

“Já fizemos esse teste nas finais do campeonato pernambucano (deste ano) e não tivemos nenhum incidente, o que mostra que a medida deu certo”, afirmou Ricardo Coelho. “Na semana que antecedeu a nossa iniciativa, tivemos 200 ônibus depredados, 90 presos e uma morte,” acrescentou.

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Por outro lado, o vice-presidente da Comissão de Direito Desportivo da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Pernambuco (OAB-PE), Rogério Barbosa, argumenta que é preciso um maior embasamento jurídico a fim de comprovar que as torcidas organizadas estejam realmente envolvidas em atividades criminosas. Segundo o jurista, não se pode generalizar as atuações irregulares das facções esportivas, até porque a Constituição Federal proíbe repressão de qualquer natureza às associações.

O promotor também impetrou uma liminar, que deve sair em 15 dias, para impedir que integrantes das torcidas organizadas frequentem praças esportivas locais até que a Justiça tome um parecer definitivo sobre a ação civil pública. Coelho informou que, se for necessário, os coronéis da PM serão testemunhas com o objetivo de validar o mérito. Até o momento, não se sabe quando o magistrado responsável pelo caso tomará decisão.

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