Tolerância zero em BH, palco de jogo do Brasil

Manifestação deste sábado, que reuniu cerca de 70 mil pessoas na capital mineira, terminou em confronto entre ativistas e policiais, que usaram spray de pimenta e balas de borracha para conter a desordem formada na região da Pampulha, próximo ao Mineirão; treze pessoas e cinco policiais ficaram feridos; minoria de vândalos ateou fogo em objetos e revidou a ação da PM com pedras; corporação anunciou "tolerância zero" na cidade que receberá a seleção brasileira na próxima quarta-feira

Tolerância zero em BH, palco de jogo do Brasil
Tolerância zero em BH, palco de jogo do Brasil (Foto: FLAVIO TAVARES)


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Minas247 – A Polícia Militar de Belo Horizonte, que recebe a seleção brasileira na próxima quarta-feira, pela semifinal da Copa das Confederações, adotará "tolerância zero" nos próximos protestos. "Acabou a ação reativa que a PM estava mantendo até agora. Vamos adotar a tolerância zero nos protestos", afirmou o tenente coronel Luiz Alberto, depois do confronto ocorrido entre ativistas e policiais neste sábado 22.

Treze manifestantes e cinco policiais saíram feridos da manifestação que reuniu cerca de 70 mil pessoas na capital mineira. Após uma confusão na região da Pampulha, próximo ao Estádio do Mineirão, a polícia tentou dispersar a multidão com spray de pimenta e balas de borracha. Uma minoria de vândalos reagiu com pedras e ateando fogo em objetos. Alguns manifestantes também tentaram furar a barreira de dois quilômetros (limite imposto pela Fifa) para chegar à arena, onde jogavam México e Japão.

A situação ficou fora de controle na Avenida Antônio Carlos, esquina da Avenida Abraão Caram, que virou cena de guerra. Além do fogo e das depredações, houve saques a uma concessionária localizada na avenida. Os manifestantes se reuniram na Praça 7, no centro de Belo Horizonte, às 10h da manhã. O evento foi organizado principalmente por meio das redes sociais.

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O protesto de sábado foi o sétimo realizado na capital e há uma série de reivindicações que inclui passe livre no transporte coletivo, melhoria na saúde e educação, pedidos para a saída do senador Renan Calheiros da Presidência do Senado e repúdio à Proposta de Emenda Constitucional 37/2011, a chamada PEC 37, que limita o poder de investigação do Ministério Público.

Segundo o advogado Thiago Coacci, que participa das manifestações, "esse foi o pior confronto entre os protestos que fizemos aqui em Belo Horizonte. A polícia veio com um aparato muito forte". O integrante da manifestação também informou que houve algumas prisões. Apesar dos atos de violência, a manifestação foi pacífica na maior parte do tempo.

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Com Agência Brasil

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