Todos seremos mobile

Explosão do acesso aos bancos por smartphones e tablets indica que as plataformas móveis serão tão usadas quanto a internet, exigindo novos cuidados com segurança

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Todos seremos mobile (Foto: Shutterstock)


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Luciane Macedo _247 - O mobile banking é o canal de acesso à rede bancária que mais cresce no Brasil. Em cinco anos, os brasileiros usarão seus smartphones e tablets tanto quanto a internet para acessar seus bancos e realizar operações. Segundo projeções da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os 3,3 milhões de correntistas que acessam a rede bancária por dispositivos móveis serão 50 milhões em 2017. E os 42 milhões que usam a internet para acessar suas contas e realizar operações serão 60 milhões.

"Esse quadro de expansão se explica, principalmente, pela alta contínua na venda de smartphones no Brasil, que em 2011 chegou a 9 milhões de unidades", avalia o diretor setorial de tecnologia da Febraban, Luis Antonio Rodrigues. A equiparação entre mobile e internet banking é também impulsionada pelo crescimento dos acessos à internet móvel 3G. "Daqui a alguns anos, o mobile banking se tornará um canal para transações bancárias tão relevante quanto o internet banking, atualmente o canal preferido para transações no Brasil".

Em 2011, o mobile banking cresceu 50% em relação ao ano anterior. E, já nos primeiros meses de 2012, grandes bancos notaram um crescimento febril no número de downloads de aplicativos para dispositivos móveis.

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Segundo a Febraban, o Bradesco tem uma média mensal superior a 15 milhões de transações feitas por smartphones, com mais de 1,2 milhão de downloads de aplicativos. O banco tem de 700 mil correntistas ativos usando o celular como canal de acesso. O Itaú ultrapassou a marca de 2,4 milhões de downloads para seus aplicativos móveis. Até o final de março, o app para iPhone era o preferido, com cerca de 910 mil downloads, seguido do app para Android e iPad como os mais baixados. Na Caixa Econômica Federal, o mobile banking cresceu 2.088% de 2007 até 2011, ano em que quando foram efetuadas quase 400 mil transações via dispositivos móveis.

A movimentação não passou despercebida aos cibercriminosos. Este mês, a empresa de segurança Kaspersky Lab identificou o primeiro ataque de phishing para smartphones no País. Páginas do Banco do Brasil e do Itaú foram clonadas para roubar as senhas dos clientes. Segundo a Kaspersky Lab, usuários dos serviços de mobile banking receberam emails convidando-os a acessar uma versão móvel falsa dos sites de ambos os bancos.

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Os sites falsos já saíram do ar, mas o golpe evidencia como os correntistas ainda estão sujeitos, nos smartphones, aos mesmos tipos de armadilhas comuns na internet, como clicar em links suspeitos e acreditar em emails de bancos, embora as instituições não usem este canal de comunicação com o público, alerta a Kaspersky Lab.

A empresa de segurança ainda orienta os correntistas a preferirem os aplicativos oficiais dos bancos para usar o mobile banking, em vez dos sites para dispositivos móveis, pois é mais difícil o usuário ser redirecionado para uma página falsa de dentro do aplicativo. Ter um antivírus no smartphone é outro cuidado básico de segurança, visto que eles podem bloquear ataques de phishing, entre outras ameaças. Também é bom evitar o uso de redes públicas de wi-fi para acessar o mobile banking, prefira a rede de dados da operadora, orienta a Kaspersky Lab.

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Segundo Nilton Omura, da Ernst & Young Terco, a explosão do mobile banking deve levar a experiência do usuário ao centro das discussões na rede bancária, visto que ele fica mais exigente. "É vital que se tenha uma boa arquitetura para desenvolvimento de novas soluções, além do uso intenso de ferramentas analíticas e da criação de mecanismos de segurança", comentou. "E é necessário que isso seja comunicado de maneira clara ao usuário".

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