TJ-BA: servidora 'trabalha' de casa. Em São Paulo
Descoberta consta de inspeção da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); a 'servidora' da corte baiana que mora em São Paulo e ganha R$ 9.236 por mês teria alegado que só é 'produtiva' no seu home office; mas ela não é o único absurdo encontrado no tribunal que é considerado o pior do Brasil; outra 'servidora' tem salário de R$ 15. 400 e dá apenas um expediente por semana
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Bahia 247
Escandalosa, vergonhosa, ilegal e imoral são alguns dos adjetivos que podem ser usados para classificar a situação do Tribunal de Justiça da Bahia, o pior do Brasil, segundo a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O órgão iniciou processo de correição na segunda-feira (11) e já detectou duas situações de total falta de respeito aos cidadãos.
Com salário de R$9.236 mensais, uma 'servidora' 'trabalha' de casa. Alega que só é 'produtiva' quando trabalha de casa, segundo nota de Lauro Jardim, na coluna Radar Online. Pequeno detalhe é que a 'servidora' mora em São Paulo.
A coluna apurou que ela não dá expediente no Tribunal há pelo menos dois anos, pois "seu home office fica a 2.000 km de seu posto de trabalho".
Absurdo também é outra 'servidora' que recebe salário de R$ 15.400 por mês e só dá expediente uma vez por semana. No dia da inspeção, segundo Jardim, um colega tentou encobertar a funcionária e disse que ela faltou devido a uma conjuntivite. "O amigo do peito também afirmou ser impossível entrar em contato, pois seu celular estava quebrado".
Na semana passada, antes mesmo de iniciar a inspeção, a corregedoria do CNJ já havia aberto três processos administrativos disciplinares devido a flagrantes de nepotismo e de casos de servidores fantasmas no TJ-BA. Incluindo os dois acima.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247