Termina a greve do metrô de Belo Horizonte
Trabalhadores decidiram, em assembleia, voltar ao trabalho após 38 dias de paralisação. Decisão foi tomada após TST decidir antecipar julgamento do dissídio coletivo da categoria. De acordo com a CDL/BH, a greve dos metroviários gerou prejuízo de pelo menos R$ 85 milhões aos comerciantes da capital
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Minas 247 – Depois de 38 dias, os belo-horizontinos voltam a ter o serviço de metrô funcionando normalmente. Os metroviários decidiram retornar ao trabalho após antecipação do julgamento do dissídio coletivo anunciado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Confira a matéria do jornalista Enzo Menezes, do jornal O Tempo
Após 38 dias, chega ao fim a greve dos metroviários de Belo Horizonte. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) divulgou nesta quarta (20) a data do julgamento do dissídio coletivo da categoria, condição que os trabalhadores incluíram na pauta de negociações por falta de diálogo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). A decisão será tomada na próxima terça (26), às 13h30, em Brasília.
Com isso, os metrôs da capital mineira voltam a funcionar normalmente a partir de quinta-feira (21). Na tarde desta quarta, a escala mínima fica mantida. As estações ficam abertas entre 17h e 19h30. Cerca de 80 metroviários se reuniram em assembleia na Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte, nesta quarta, e decidiram por interromper o movimento grevista. As informações são do Sindicato dos Empregados em Empresas de Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindimetro-MG).
O julgamento do dissídio estava marcado para 13 de agosto, mas uma mobilização da categoria em cinco Estados onde a greve persistia conseguiu a antecipação da decisão do TST.
A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que aguarda a decisão do dissídio e que não está mais em negociações. Após duas semanas em silêncio, a CBTU propôs aumento de 2% - os metroviários pedem 5,74%. Atualmente, o piso salarial por uma carga horária de seis horas diárias é R$ 980.
Os 38 dias de greve deram um prejuízo de ao menos R$ 85 milhões ao comércio, de acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). O valor representa 4,6% do faturamento comerical da cidade. Mais de 200 mil usuários foram prejudicados diariamente com a greve na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
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