Terceira via sofre abalo com crise das CPIs
Retirada das assinaturas por Simeyzon mostra que grupo liderado por Caiado e Vanderlan carece de unidade e não contagia nem mesmo os próprios integrantes; "Não cometi nenhum crime, apenas discordei dos métodos usados pela oposição da qual faço parte", disse Simeyzon. Caiado, que pretende rodar o Estado para divulgar seu projeto político, se vê agora num paradoxo: como cativar cidadãos e bases eleitorais com métodos que não são aprovados nem mesmo por quem pertenceu ao grupo
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Goiás 247_ Ronaldo Caiado (DEM) quer ser candidato ao governo. Vanderlan Cardoso (sem partido) também. O vice-governador José Eliton pertence ao DEM de Caiado, mas não segue a cartilha do deputado federal e é leal ao governador. E agora, o garoto prodígio Simeyzon (PSC) decide não assinar CPIs que tinham como alvo o governo do Estado. Este é o cenário dominante na chamada “terceira via”, liderada por Caiado e Vanderlan.
O grupo, considerado pequeno e de menos força diante do PMDB por exemplo, sempre vendeu a ideia de unidade e coesão. Mas, o ato de rebeldia de Simeyzon mostrou que Caiado e Vanderlan não têm o controle que imaginavam sobre seus comandados. Foram os dois que bancaram a fracassada candidatura de Simeyzon a prefeito de Goiânia no ano passado.
Desde quarta-feira quando Simeyzon confessou ter retirado sua assinatura das CPIs, Caiado iniciou uma campanha contra o deputado estadual. No twitter proferiu as mais diversas críticas ao aliado e chegou a compará-lo a um bandido.
Caiado chegou a escrever que Simeyzon enterrou sua carreira política ao não assinar as CPIs. O deputado estadual não entrou na pilha e deu uma resposta serena em seu perfil no Twitter. “Estou tranquilo, não cometi nenhum crime apenas discordei dos métodos usados pela oposição a qual faço parte”.
A crise foi um balde de água fria na terceira via. Tanto Caiado como Vanderlan vinham falando nas últimas semanas que o grupo iria começar a trabalhar pelo Estado. Vanderlan deve se filiar ao PSC, o mesmo de Simeyzon. Caiado tem falado que vai percorrer todo o Estado para iniciar o contato com as bases e solidificar a candidatura do grupo para 2014.
Antes de saírem em busca de palanque, Caiado e Vanderlan terão agora que se acertar com Simeyzon. Como vender á sociedade um projeto político em que os próprio participantes não concordam? Pois foi isso que disse Simeyzon: “apenas discordei dos métodos usados pela oposição que faço parte”.
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