Tempo passa. Oposição pode ficar sem discurso em 2014

Primeiro semestre terminou e grupo oposicionista continua sem plano estratégico de ações para apresentar ao eleitorado. Tanto o veterano Iris Rezende, como neófito José Batista Júnior apostam apenas nas críticas pesadas ao governo de Perillo. Um exemplo é o caso das rodovias, que até meados de abril era a pauta principal da oposição para bater no tucano. Governador iniciou agenda de inaugurações de estradas reformadas pelo interior e ainda começou obras rodoviárias na Capital. Agora, oposição nem fala mais de rodovia e até já teme o impacto eleitoral das obras do governo. Intrigas internas e falta de união também ajudam a explicar a ausência de um discurso propositivo que mostre aos goianos o que a oposição pensa para o Estado

Tempo passa. Oposição pode ficar sem discurso em 2014
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Goiás 247_ O primeiro semestre terminou. O segundo mês do segundo semestre está rompendo. E a oposição em Goiás segue sem pelo menos rascunhar um discurso propositivo que possa incomodar o governador Marconi Perillo (PSDB). Iris Rezende, Dona Iris, José Batista Júnior (chamado de Júnior Friboi), Paulo Garcia, Ronaldo Caiado, Vanderlan Cardoso e cia apostam suas fichas (votos) apenas nas críticas pesadas ao tucano.

Não se vê união, pelo contrário, entre esses agentes de oposição e eles preferem contar com as derrapadas do governador a sentarem todos e elaborar um plano de governo ou estratégico para que seja apresentado aos goianos. Dois exemplos recentes mostram esse gargalo da oposição. 

Na sua festa de filiação, o empresário José Batista Júnior fez longo discurso. Falou que no governo existem pessoas que têm conexões com mafiosos, contou também da história de sucesso de sua família no ramo empresarial, tocou um berrante e só. Seu discurso foi esquecido e em nenhum momento mostrou algum plano de ação impactante para Goiás, que realmente cause repercussão entre o eleitorado.

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Iris Rezende estava sumido – muito devido ao protagonismo de Batista Júnior. Quando voltou às paradas eleitoreiras, ele e sua esposa disseram num encontro do PMDB que Perillo era chefe de quadrilha. O governador respondeu e partir daí ficaram trocando acusações sobre enriquecimento ao longo da vida pública. Nada de proposta ou um discurso mais refinado. Iris partiu mesmo para o velho ataque.

Sem argumentação própria, a oposição se prende às críticas. A da moda no final de 2012 e meados do primeiro semestre de 2013 era a das rodovias. Todos da oposição só falavam nas péssimas condições das estadas de Goiás e detonavam o programa Rodovida criado por Perillo. Fotos de buracos nas rodovias eram mostradas e o Rodovida virou motivo chacota.

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Passado o período chuvoso, Perillo iniciou um rush de inaugurações de estradas recuperadas pelo interior. Na Região Metropolitana da Capital entregou a nova Rodovia dos Romeiros e iniciou a duplicação da GO-020 até Bela Vista. O resultado foi sintomático. A oposição parou de falar em rodovias esburacadas e as críticas esfriaram. O assunto praticamente morreu.

O jogo virou

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E agora acontece o inverso. Nota na coluna Giro, de O Popular, de terça-feira diz que lideranças dos partidos de oposição estão preocupadas com o impacto eleitoral das obras tocadas por Perillo, principalmente as rodoviárias.

Além da reforma das rodovias pelo interior do Estado, o tucano concentra esforços na Capital, onde possui aprovação menor que no interior. Além da duplicação da GO-020, Perillo aposta suas fichas nos viadutos nas saídas para as GOs 060 e 070. 

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Para que tudo fique pronto a tempo hábil e seja finalizado antes da campanha, o governador está nas mãos de um de seus principais aliados, o presidente da Agetop, Jayme Rincón. A agência responsável pelas obras precisa entregar todas as rodovias recuperadas até 2014, caso contrário quem vai ficar sem discurso é Perillo.

Casos Cachoeira e Delta

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O PMDB diz que na campanha todos os esqueletos da Delta e do caso Cachoeira vão sair do armário contra Perillo. O partido deve martelar na TV e rádio tudo o que o nome do tucano esteve envolvido, tendo como ápice o depoimento na CPI no Senado. Acontece que os esqueletos também podem tirar o sono da turma peemedebista.

O presidente do PSDB, Paulo Jesus, já avisou que quem precisa ter medo de Delta e outros escândalos é a oposição. Ele lembrou os episódios Caixego, Astrográfica e, claro, Delta. A construtora que braço direito de Carlinhos Cachoeira firmou um de seus primeiros contratos em Catalão quando o prefeito era o peemedebista Adib Elias.

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Também foi a Delta que fez os dois viadutos na avenida 85, em Goiânia, na gestão de Iris Rezende. E PMDB e PT entraram na Justiça para impedir que a CPI da Assembleia investigasse contratos firmados entre a construtora e prefeituras sob o comando dos dois partidos.

Ou seja, escândalo por escândalo tudo ficaria mais ou menos igual. E novamente o discurso agressivo da oposição seria anulado. Faltaria o discurso novo, o projeto, que até agora os oposicionistas não conseguiram nem rascunhar.

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