Temer vice em 2014 e Campos presidente em 2018

Sugestão é do governador Jaques Wagner; ele traçou planos para a presidente Dilma e para o PT até 2018 e deixou claro que não compactua da ideia de oferecer ao PMDB a cabeça da eleição para o governo de São Paulo para acomodar Eduardo Campos (PSB) como vice na chapa de Dilma em 2014; "Não sou muito favorável em ficar desarrumando casa pra depois arrumar"; petista acredita que, se fosse o caso, Campos não aceitaria a vice

Temer vice em 2014 e Campos presidente em 2018
Temer vice em 2014 e Campos presidente em 2018


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Bahia 247

O governador Jaques Wagner (PT) já começou seu trabalho de coordenador da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff no Nordeste em 2014. Após dizer em discurso no seminário Diálogos Capitais – Nordeste, em Recife, que o Brasil deve se orgulhar dos 10 anos do PT no poder, ele traçou um cenário até as eleições de 2018, o qual acredita ser o mais viável para manutenção do "projeto".

Para Wagner, o PT deve começar a amadurecer a ideia de abrir mão da cabeça da chapa presidencial em 2018 com objetivo maior de manter união do grupo político que, segundo ele, foi indispensável para a "consolidação" do projeto.

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O contexto da afirmação, segundo matéria do Valor Econômico, foi a possível candidatura ao Planalto do governador de Pernambucano, Eduardo Campos (PSB).

"Posso falar que em 2018 a gente vai inteirar 16 anos de governo, de um projeto político que tem aliados sem os quais a gente não teria andado e que tem o PT na condução, mas que não obrigatoriamente tem que ter o PT na condução. Isso é uma construção que se faz, mas que passa pelo segundo governo da presidente Dilma (Rousseff), e não por esse".

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Amigo da presidente Dilma, do ex-presidente Lula e com bom trânsito na cúpula nacional do PT, o governador da Bahia se mostrou contrário à estratégia - atribuída a Lula - de oferecer ao PMDB a cabeça da eleição para o governo de São Paulo para acomodar Campos como vice na chapa de Dilma em 2014.

"Não sou muito favorável em ficar desarrumando casa pra depois arrumar. Acho que a mesma legitimidade que ela [Dilma] carrega, o Michel [Temer] também carrega. Não acho que a vice interesse ao Eduardo [Campos]. A questão é saber como ele estará posicionado na próxima gestão da Dilma, porque vice não quer dizer, necessariamente, que ele será o presidente na próxima eleição".

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Ainda na entrevista ao Valor, Jaques Wagner confirmou que uma das prioridades da presidente Dilma, de imediato, é trabalhar para acalmar os ânimos dos rebeldes da base, tais como PSB e PR, e ajustar os espaços para ajeitar o PSD.

"Digo sempre que a gente tem que construir essa caminhada agregando para não dar chance aos adversários".

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Sobre o convite que Eduardo Campos teria feito para que a ministra Eliana Calmon se filiasse ao PSB, a fim de disputar o governo da Bahia em 2014, Wagner afirmou que, a seu ver, a senadora Lídice da Mata (PSB) seria a candidata natural, caso o partido decidisse lançar voo solo na Bahia. "Já foi prefeita da capital, é senadora e tem musculatura eleitoral."

Após o evento, Wagner se reuniu com Campos na sede provisória do governo de Pernambuco.

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