Telefonemas expõem trama para matar Valério, diz PC

Segundo a conclusão das investigações, extratos das ligações telefônicas entre suspeitos comprovaram a localização deles no dia do crime e a intensa movimentação para o planejamento da emboscada; segundo a delgada delegada Adriana Ribeiro, operadoras de celular demoraram sete meses para entregar dados e novas informações ainda deverão ser repassadas à polícia

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Goiás Agora_ A Polícia Civil (PC) apresentou nesta sexta-feira, 1º, a conclusão da investigação sobre o assassinato do radialista e comentarista esportivo Valério Luiz de Oliveira. O inquérito foi entregue ao Poder Judiciário nesta semana. Os cinco indiciados pela polícia e denunciados pelo Ministério Público responderão à Justiça pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e mediante pagamento. Para elucidação do caso foram utilizados depoimentos de testemunhas e provas periciais, como o laudo microbalístico, cadavérico e do local do crime. Além disso, extratos das ligações telefônicas entre os suspeitos comprovaram a localização dos mesmos no dia do crime e a intensa movimentação para o planejamento da emboscada.

Valério Luiz foi morto no dia 5 de julho do ano passado ao sair da empresa de rádio em que trabalhava no Setor Serrinha. Ele foi executado dentro de seu carro por um motociclista. Oito delegados e mais de 30 policiais estiveram envolvidos na investigação. A delegada Adriana Ribeiro e o delegado Kleyton Alencar informaram que o inquérito foi concluído após oito meses porque a Polícia dependia dos extratos das ligações telefônicas para a elucidação do caso. As operadoras de celular demoraram entre seis e sete meses para realizar essa entrega. Segundo a PC, ainda há dados que estão sendo recebidos.

Os extratos comprovaram os depoimentos das testemunhas. Dois dias antes do crime o grupo adquiriu dois celulares. O CPF utilizado para habilitar os dois números era de uma mulher que tinha relações comerciais com um dos indiciados (Urbano de Carvalho Malta). Através de extratos de três torres de telefonia de Goiânia, a Polícia Civil pode comprovar que Urbano estava próximo ao local do crime no momento do assassinato. No dia da morte de Valério Luiz há inúmeras ligações telefônicas de Urbano para Maurício Sampaio, Marcus Vinícius e Ademá Figueiredo. Também há comprovação de ligações telefônicas entre o sargento Djalma da Silva, Urbano e Maurício.

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“Eles mantiveram contato tanto o sargento Da Silva com o Urbano e com o próprio Marcus Vinícius. Tanto quanto depois do crime ele liga diversas vezes para o Maurício Sampaio a fim de passar como foi a execução do crime, assim como a repercussão ali no local”, pontuou a delegada Adriana Ribeiro. Foi comprovado que houve comunicação entre os cinco suspeitos no dia do crime, anteriormente e posteriormente. A Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos cinco.

Marcus Vinícius foi o único que confessou sua participação. “A confissão é totalmente harmônica com o conjunto probatório. Não é algo dissociado que foi inserido ali à força”, destacou o delegado Kleyton. Ele completou dizendo que uma investigação complementar continua para identificar os valores pagos a cada suspeito para participarem da ação. Os delegados também esclareceram que o tenente-coronel Wellington Urzêda chegou a ser investigado, mas nenhum indício de qualquer participação sua no crime foi encontrado.

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Indiciados

- A investigação apontou que o ex-vice-presidente do clube Atlético Clube Goianiense, Maurício Borges Sampaio, foi o mandante do assassinato. O motivo seriam desavenças entre ele e a vítima, em decorrência dos comentários relativos ao clube e sua diretoria. Ele nega sua participação.

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- O comerciante Urbano de Carvalho Malta foi o agenciador. Ele estaria posicionado em uma residência monitorando a vítima e teria avisado via celular o atirador sobre a saída de Valério do trabalho. Ele negou sua participação.

- O cabo da Polícia Militar, Ademá Figueiredo Aguiar Filho, foi quem atirou na vítima. À polícia, ele negou sua participação.

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- O sargento Djalma da Silva foi indiciado por atrapalhar as investigações da polícia e teria fornecido a arma. Durante o depoimento ele solicitou o direito de ficar em silêncio.

- O açougueiro Marcus Vinícius forneceu a motocicleta, capacete e roupa para a execução do crime. Guardou também a arma usada e o celular. Seu açougue teria funcionado como rota de fuga do atirador e local de armazenagem dos materiais usados. Ele confessou sua participação e afirmou ter recebido R$ 9 mil pelo crime.

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