Teixeira: até janeiro ainda tem muita gente para Bolsonaro se indispor

"Em uma semana Bolsonaro brigou com a China, com o Mercosul, com as comunidades Árabe e Palestina, com os industriais, com a Folha de São Paulo, com os ambientalistas e com os juristas. Até janeiro ainda tem muita gente para se indispor", afirmou o deputado do PT-SP

Teixeira: até janeiro ainda tem muita gente para Bolsonaro se indispor
Teixeira: até janeiro ainda tem muita gente para Bolsonaro se indispor (Foto: Luis Macedo - Câmara dos Deputados)


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SP 247 - O deputado federal reeleito Paulo Teixeira (PT-SP) sugeriu dificuldades de comunicação e articulação do presidente eleito Jair Bolsonaro.

"Em uma semana Bolsonaro brigou com a China, com o Mercosul, com as comunidades Árabe e Palestina, com os industriais, com a Folha de São Paulo, com os ambientalistas e com os juristas. Até janeiro ainda tem muita gente para se indispor", escreveu o parlamentar no Twitter.

Bolsonaro já vinha criticando o país asiático, que fez um alerta no final do mês passado, através do No China Daily, jornal espécie de porta-voz ao mundo do governo chinês. Segundo o editorial, criticar Pequim "pode servir para algum objetivo político específico". "Mas o custo econômico pode ser duro para a economia brasileira, que acaba de sair de sua pior recessão da história".

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Sobre o Mercosul, o economista Paulo Guedes, provável ministro da Fazenda do novo governo, afirmou que o bloco não será prioridade.

Autoridades palestinas criticaram duramente a decisão anunciada de Bolsonaro, que pretende mudar a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém. O Brasil seria o terceiro país, depois de Guatemala e Estados Unidos a anunciar a medida, considerada um ato de apoio à Israel e de detração ao Estado Palestino. "Trata-se de uma medida provocadora, que é ilegal diante do direito internacional e que não faz nada mais que desestabilizar a região”, disse Hanane Achraoui, uma alta autoridade palestina em entrevista à AFP.

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No caso do jornal Folha de S. Paulo, Bolsonaro atacou o veículo, durante entrevista ao Jornal Nacional, no último dia 29. "Não quero que ela acabe. Mas, no que depender de mim, da propaganda oficial do governo, imprensa que se comportar dessa maneira, mentindo descaradamente, não terá apoio do governo federal", ameaçou ele.

A revolta com o jornal veio após a publicação de uma reportagem, em janeiro deste ano, informando que ele usava verba da Câmara dos Deputados para empregar uma vizinha dele em um distrito a 50 km do centro de Angra Dos Reis (RJ). De acordo com a matéria, Walderice Santos da Conceição trabalhava em um comércio de açaí na mesma rua onde fica a casa de veraneio do deputado, na pequena Vila Histórica de Mambucaba. Segundo moradores da região, Wal, como é conhecida, também presta serviços particulares na casa de Bolsonaro, mas tem como principal atividade um comércio, chamado "Wal Açaí".

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Bolsonaro demitiu a servidora.

O racha com ambientalistas e ruralistas ocorre por causa de proposta de fundir os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.

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