Taxistas pedem mais pontos rotativos em Goiânia
Modelo já adotado em várias capitais é mais eficiente e barateia as tarifas; Goiânia tem hoje cerca de 400 pontos fixos e 50 rotativos, o que obriga o taxista a voltar à base após deixar o passageiro no local de destino, sem direito ao que eles chamam de ‘passageiro de retorno’; no sistema rotativo, redução da despesa com deslocamento chegaria a 50%; profissionais pedem intervenção do Ministério Público para conter a venda e o aluguel da permissão de uso do ponto; “É preciso saber o que realmente está acontecendo”, diz vereador Elias Vaz, que participa da reunião e tem projeto para aumentar a frota na Capital
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Goiás247_ Taxistas de Goiânia se reúnem no próximo domingo, 19, para discutir a rotatividade dos pontos, modelo já adotado em vários municípios brasileiros, como o Rio de Janeiro, onde as tarifas são mais baratas. Hoje, segundo o SindiTáxi, há na capital cerca de 400 pontos fixos e em torno de 50 rotativos. Na prática, a maioria dos taxistas precisa voltar à base após deixar o passageiro no local de destino, sem direito ao que eles chamam de ‘passageiro de retorno’.
Com a rotatividade, o motorista que leva um passageiro, por exemplo, do Jardim Goiás em direção ao Terminal Rodoviário poderia utilizar o ponto do local de destino até fazer outra ‘corrida’, economizando combustível. “A redução da despesa com deslocamento chegaria a 50%”, estima Docival Carlos da Rocha, taxista em Goiânia há oito anos. “E isso também resultaria em economia para o passageiro, poderíamos reduzir a tarifa”, completa.
Ele aponta outra vantagem para o passageiro: menor tempo de espera. “Com a ampliação dos pontos rotativos, o taxista não vai perder tempo se deslocando de um ponto a outro. Vai haver mais motoristas disponíveis para atender a necessidade da população”, explica Docival.
O presidente do SindiTáxi, Silone Antônio dos Santos, diz que as desigualdades no serviço precisam ser corrigidas. “Quem é fixo pode trabalhar no ponto rotativo, mas quem é rotativo não pode atuar no ponto fixo. Está errado”.
Mas, segundo ele, o poder público também precisa resolver outras irregularidades no setor. Taxistas já encaminharam ao Ministério Público denúncias de uma série de problemas. As mais graves são de venda e aluguel da permissão de uso do ponto.
“Quando alguém consegue a permissão, sabe que não pode passar pra frente. Mas há denúncias de cobranças que variam de 60 mil a 300 mil para vender um ponto. E de mil reais a 3 mil para o aluguel. É o que a gente chama de investidores. As pessoas entram no sistema, compram a concessão e depois alugam. Isso tudo onera o valor da tarifa”, afirma Silone Antônio dos Santos. As denúncias são apuradas pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público.
O vereador Elias Vaz (sem partido), que também vai participar da reunião, defende que toda a situação seja devidamente apurada. “É preciso saber o que realmente está acontecendo. O objetivo maior é adotar medidas para sanar as possíveis irregularidades e melhorar a qualidade do serviço prestado à população”.
Também será discutido durante a reunião projeto de autoria de Elias Vaz que já está tramitando na Câmara Municipal para aumentar a frota de táxi em Goiânia.
Serviço
Data da reunião: 19/05/2013
Local: Auditório Carlos Eurico - Câmara Municipal de Goiânia
Horário: 9 horas
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