Taxa de juros e correlação de forças

Não há como construir um Brasil efetivamente democrático sem a voz de todos os segmentos da sociedade. Daí a necessidade de democratizar a mídia. E a importância da presença nas ruas dos trabalhadores sob o comando das centrais sindicais



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Não há como construir um Brasil efetivamente democrático sem a voz de todos os segmentos da sociedade. Daí a necessidade de democratizar a mídia. E a importância da presença nas ruas dos trabalhadores sob o comando das centrais sindicais.

A grande mídia fomenta de múltiplas formas a cantilena de que não se deve mexer na política macroeconômica para não comprometer a estabilidade monetária num ambiente de crise internacional. E acresce o fantasma (sic) da inflação. É o seu jeito de pressionar o governo, cumprindo o papel que a oposição – anêmica e sem rumo – não cumpre.

As centrais sindicais, por seu turno, sem a ressonância da grande mídia, mas com determinação e discurso consistente, manifesta-se peleja no sentido contrário – o de romper com os fundamentos macroeconômicos caducos diante da crise global e das potencialidades do país.

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Ontem o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, reduziu a taxa de juros do país em 0,5% - pela quarta vez consecutiva, dando sequencia a implementação de orientação emanada da própria presidenta Dilma, que reiteradamente tem afirmado o propósito de manter a trilha do crescimento econômico.

Ponto para os trabalhadores e para os segmentos produtivos da economia. Derrota do grande capital financeiro especulativo e da mídia que lhe serve e se opõe o governo.

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 Uma das centrais, a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), que juntamente com a CUT e congêneres realizou manifestação defronte ao Banco Central em prol do abaixamento da taxa básica de juros, de pronto saudou a nova conquista como positiva. Mas ponderou – corretamente - que a redução da taxa de juros se iniciou tardiamente, a partir do segundo semestre do ano passado, e os juros reais cobrados no Brasil ainda são os maiores do mundo. Mais: “esse cenário, somado a uma política cambial inadequada e à manutenção do pagamento de um gigantesco superávit primário, tem se refletido na queda de investimentos produtivos no país. A perspectiva de crescimento para 2012 é tímida e a desindustrialização é a maior consequência dessas escolhas inapropriadas.”

Porém é preciso anotar que os avanços, ainda que ainda insuficientes, traduzem o esforço real do governo compatível com a força real de que dispõe. O setor rentista da economia, associado à grande mídia e aos seus barulhentos porta vozes no parlamento ainda influenciam parte da base governista e do próprio governo. Cabe, portanto, valorizar a tendência – esta sim evidentemente positiva, que a realidade haverá de chancelar e de contribuir para a melhoria progressiva da correlação de forças em favor de orientação macroeconômica compatível com o desenvolvimento.

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