Sob suspeita, MP apura fraude no Programa de Reconstrução em Alagoas

O Programa está sendo investigado desde a semana passada. Promotores de cidades do interior de Alagoas explicam que a demora na entrega de 18 mil casas às vítimas das enchentes de 2010 é causada por irregularidades em cadastros e má distribuição dos imóveis. O coordenador do Programa no Estado é o vice-governador José Thomaz Nonô (DEM). Os promotores afirmam que, em média, 600 casas em cidades do interior foram destinadas a pessoas que não perderam casas. Moradores de Maceió e até funcionários da construtora responsável pelas obras, conseguiram imóveis. Um novo recadastramento deverá ser realizado.

Sob suspeita, MP apura fraude no Programa de Reconstrução em Alagoas
Sob suspeita, MP apura fraude no Programa de Reconstrução em Alagoas


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Alagoas247 - O Programa da Reconstrução em Alagoas vem sendo alvo do Ministério Público Estadual (MPE) desde a semana passada. A promotoria de algumas cidades, casos de Rio Largo e São José da Laje, explica que a demora na entrega das 18 mil casas às vítimas das enchentes de 2010 é fruto de irregularidades em cadastros e má distribuição dos imóveis.

 As chuvas devastaram vários municípios alagoanos e somente 7.613 casas foram entregues até o momento. O coordenador do Programa, José Thomaz Nonô, diz que não há prazo para todos serem contemplados.

O promotor de São José da Laje, Jorge Dória, chamou a atenção para o grave problema que atinge o município e regiões circunvizinhas. Segundo ele, houve – em primeiro lugar – uma inconsistência de dados repassados pelas prefeituras, cujo balanço não corresponde com a realidade atual, ou seja, a entrega de um grande número de unidades quando a quantidade de moradores é bem menor.

Paralelo a tal situação, o promotor alerta para irregularidades no processo cadastral das vítimas. Em média, 500 casas em Rio largo foram destinadas a pessoas que não sofreram com a cheia e, em São José da Laje, mais de 100 imóveis.

“No total, mais de mil casas foram alvo de investigação por parte do MP. Mas é bom frisar que estamos apurando o caso com afinco, já que percebemos, através de denúncias, inconsistência de dados e informações precipitadas. Somente em São José da Laje houve doação de seis mil casas para oitocentas famílias e, em São José da Laje, cerca de mil imóveis para cento e trinta e quatro famílias”, reforça Jorge Dória.

Em meio aos cadastros, pessoas que não perderam casas, moradores de Maceió e até funcionários da construtora responsável pelas obras conseguiram os imóveis. Por esta razão, a promotoria já instaurou inquérito civil para um recadastramento.

“Estamos começando do zero por causa de denúncias recebidas. Tivemos uma reunião com o vice-governador e a Caixa Econômica Federal, e o Estado nos forneceu servidores sociais para o trabalho. Com certeza, vai sobrar casa porque os números foram superfaturados. Porém, até o final de abril, todas as vítimas serão recadastradas em Rio Largo”, confirmou Jorge Bezerra, promotor do município.

Coordenado pelo vice-governador José Thomaz Nonô, o Programa da Reconstrução pretendia entregar 17.747 mil casas às vítimas da cheia que deixou centenas de desabrigados e desalojados em 11 cidades de Alagoas. Porém, 7.613 unidades habitacionais foram entregues até o momento, 2.430 aguardam cadastro, 2.223 estão na Justiça após invasão e 5.481 ainda em construção.

Segundo ele, as obras continuam em ritmo acelerado e já foram concluídas nos municípios de Cajueiro, Paulo Jacinto, Quebrangulo e Satuba. Quanto a Murici, Rio Largo e São José da Laje, a entrega foi suspensa devido à investigação do Ministério Público. Já sobre Santana do Mundaú, a população fez um protesto na semana passada fechando o acesso à cidade e percorrendo as ruas inundadas pela enchente em virtude da falta de casas.

“Realmente, não tenho prazo para entregar tudo, porque tem muito imóvel com pendência na Justiça. Inclusive, o MP e a Caixa estão apurando possíveis fraudes, mas não posso falar nada a respeito. Confirmo, apenas, que cumpri com meu papel e já me incluo em uma Seara que não é minha”, disse José Thomaz Nonô.

continua após o anúncio

 

Com gazetaweb.com

continua após o anúncio
continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247