Sob protestos, vereadores adiam fim do voto secreto
Todos os vereadores de Belo Horizonte estavam presentes no início da sessão que votaria a extinção do voto sigiloso. Mas a vereadora Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB) achou desrespeitosa a manifestação de protesto nas galerias e pediu a retirada dos colegas. Só 18 ficaram, três a menos do que o necessário
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Minas 247 - Ainda não foi desta vez que os vereadores de Belo Horizonte extinguiram o voto secreto na Casa. A nova votação sobre o tema, marcada para ocorrer nesta quarta-feira, foi adiada, sob muito protesto de manifestantes que lotavam as galerias da Câmara Municipal.
A estrela da sessão, que chegou a contar, em seu início, com todos os 41 vereadores presentes, foi a vereadora Maria Lúcia Scaperlli, do PCdoB. Durante seu discurso, os manifestantes, em protesto, ficaram de costas para o plenário. Maria Lúcia entendeu o ato como desrespeitoso e solicitou dos colegas que a sessão fosse adiada. Após isso, apenas 18 vereadores contabilizaram presença, três a menos do que o necessário para a votação continuasse.
Hoje, pela lei em vigor, a votação secreta ocorre na hora de deliberar sobre vetos do Executivo a projetos anteriormente aprovados pela Câmara e em processos de cassação de vereadores.
A polémica sobre o voto secreto ganhou mais intensidade em Belo Horizonte depois que os vereadores aprovaram, para si mesmos, um aumento salarial de 61,8%, no fim do ano passado. Na ocasião, alguns parlamentares foram acuados, genericamente, de fazer o discurso contrário ao reajuste, mas votar a favor.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247