Sob protestos, mas com maioria absoluta, Susana é eleita para o TCE

Deputada estadual Susana Azevedo (PSC) obteve 13 votos da bancada de oposição e é a nova conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE); ocupará a vaga deixada por Isabel Nabuco; antes da votação, houve longo embate entre situação e oposição; bancada governista deixou plenário e não votou; a própria Susana também se ausentou da votação; Belivaldo,que também pleiteou a vaga, disse que recorrerá novamente à Justiça, pois considerou encaminhamento da votação equivocado

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Valter Lima, do Sergipe 247 - Foi depois de uma longa discussão, que durou cerca de uma hora e meia, e sem a presença dos deputados da bancada de situação, que se retiraram do plenário em protesto, que a deputada estadual Susana Azevedo (PSC) foi escolhida a mais nova conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE), na tarde desta segunda-feira (3).Ela obteve 13 votos.

O secretário estadual da Educação, Belivaldo Chagas, que também disputava a vaga, não foi votado. Pela manhã, em entrevista de rádio, disse que se a Assembleia mantivesse o modelo anterior de encaminhamento da votação e Susana obtivesse os 13 votos (que equivale a maioria absoluta), ele não faria nova manifestação à Justiça). No entanto, como a votação se deu pela nova lei (maioria simples), ele prometeu retornar à Justiça para anular o processo. Em se confirmando a ida da parlamentar para o TCE, quem assume sua vaga na Assembleia é o suplente Gilmar Carvalho (PR).

O deputado estadual Francisco Gualberto (PT) foi o primeiro a tomar a palavra, antes da votação. Ele questionou a mudança na lei realizada no final de abril (que retirou a obrigatoriedade de se ter maioria absoluta para se escolher conselheiro do TCE  alterando para maioria simples). "Nos últimos tempos, essa Casa tem vivido momentos de infelicidade. Não se pode mudar as regras no meio do jogo. As mudanças feitas na lei, que eu votei, não seriam para esta eleição. Fui enganado, ludibriado. Tem que haver bom senso e ética", disse.

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O líder do Governo, deputado estadual Gustinho Ribeiro (PSD) também criticou a mudança na lei, disse que o processo estava "contaminado por erros" e convocou a bancada de situação a se retirar da sessão, o que foi feito.

A presidente da Casa Legislativa, a deputada estadual Angélica Guimarães (PSC) rebateu as críticas e disse que está seguindo as regras estabelecidas. "Não estamos fazendo por má fé. Quando mudamos a Constituição não se sabia que ia ser anulada a votação anterior. A lei anterior era claramente inconstitucional. A atual revogou a anterior. A outra não existe mais", frisou.

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Da mesma forma, o deputado estadual Venâncio Fonseca (PP), respondeu à bancada de situação. "A mudança na lei está de acordo com a Constituição Federal. Mudamos antes da decisão da Justiça. Por unanimidade. Essa vaga é da Assembleia. Ganha quem tem voto. Vai ganhar aqui quem tiver minoria. O chororô de quem perde é normal", ironizou.

Leia mais: Com 13 votos, Susana vai ao TCE; caso contrário, Belivaldo recorre à Justiça 

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