Sindicato aponta novas demissões de grevistas na saúde

De acordo com o Sind-Saúde, dez funcionários do Hospital Júlia Kubitschek em Belo Horizonte foram demitidos pelo governo do estado. Medida complica ainda mais a relação entre servidores e Secretaria Estadual de Saúde. As duas partes não se acertam nem sobre o número de servidores que aderiram à greve

Sindicato aponta novas demissões de grevistas na saúde
Sindicato aponta novas demissões de grevistas na saúde (Foto: Edição/247)


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Minas 247 – A crise envolvendo os servidores da saúde em Belo Horizonte e o governo de Minas parece não ter fim. O Sindicato Único dos Servidores da Saúde (Sind-Saúde) acusa o governo de ter demitido dez funcionários do CTI do Hospital Júlia Kubitschek, o que impediria a realização de escala mínima. A Secretaria Estadual de Saúde já obteve vitórias no judiciário, entre elas a autorização para substituir os servidores que não retornarem ao trabalho. Os trabalhadores, por sua vez, insistem que a greve é legítima.

Tudo leva a crer que a normalização do atendimento na rede estadual de saúde na capital deve demorar. Governo e servidores não entraram em acordo sequer sobre o número de trabalhadores que aderiram ao movimento. Para a Secretaria Estadual de Saúde, apenas 10% aderiram ao movimento, já para o Sind-Saúde o número é bem maior, 77%.

Confira a matéria da jornalista Juliana Ferreira, do site R7 MG

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Dez funcionários do CTI do Hospital Júlia Kubitschek  foram demitidos na noite de segunda-feira (2), segundo o Sindicato Único dos Servidores da Saúde (Sind-Saúde), o que impede a realização de escala mínima na unidade. A diretora do sindicato, Neuza Freitas, informou que ainda não sabe se mais servidores foram dispensados e disse vai apurar a situação de todos os grevistas.  Segundo ela, não há profissionais substitundo os demitidos.

Em nota, a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde informou que funcionários contratados estão sendo substituídos por concursados.

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A Justiça negou o mandado de segurança impetrado pelo Sind-Saúde que pedia o retorno dos 133 funcionários demitidos pelo Estado aos seus cargos. A decisão foi tomada pelo juiz Manoel dos Reis Morais, da 6ª Vara de Fazenda Pública Estadual de Minas Gerais, na tarde de segunda-feira (02).

O sindicato pretende entrar com uma ação de agravo de instrumento no Tribunal de Justiça de Minas Gerais nesta terça (03).

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O advogado da instituição, Carlos Alberto Torezani, ressaltou que novas ações devem ser ajuizadas, "insistindo no direito de greve". Ele afirmou que os funcionários demitidos foram comunicados por telefone, sem aviso prévio e durante o período de paralisação.

Neuza alegou ainda que o Governo não tenta negociar com a categoria e age contra a lei de greve, demitindo funcionários e cortando os pontos. Segundo ela, entre os demitidos, há muitas mulheres grávidas, que necessitam do emprego.

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Ela  confirmou a manutenção da escala mínima nas unidades de saúde.

-Nós temos que manter. No momento em que não mantemos, colocamos em risco a população. Não somos irresponsáveis. A população está nos apoiando.

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Demissão

No final de junho, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais anunciou a demissão de 133 servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) que tinham contratos administrativos com a rede. Candidatos aprovados em concurso público foram convocados para substitui-los.

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O comunicado afirma ainda que dos cerca de 13 mil servidores da Fhemig, apenas 10% aderiram à paralisação dos servidores da saúde. Segundo a secretaria, em oito dos 21 hospitais da rede, nenhum servidor aderiu à greve. Foi ressaltado ainda que a movimentação está restrita aos enfermeiros e técnicos de enfermagem.

A secretaria frisou que sempre esteve aberta às negociações com o comando de greve, liderado pelo Sindicato Único dos Servidores da Saúde (Sind-Saúde) e que na última reunião realizada, o Governo apresentou propostas que atendem às reivindicações apresentadas pelas entidades e que teriam um impacto de R$ 100 milhões no orçamento da pasta.

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Sindicato rebate informações

De acordo com a diretoria do Sind-saúde, os dados apresentados na nota não conferem com a realidade da greve.

-Atualmente, temos adesão de cerca de 77% dos servidores da rede FHEMIG, além de termos também o apoio da Fundação Ezequiel Dias (Funed). Estas estatísticas do Governo não refletem a realidade da greve.

Os servidores estaduais da saúde entraram em greve no último dia 14. Enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, técnicos em farmácia e laboratoriais cruzaram os braços em protesto por melhores condições de trabalho nos hospitais da Fhemig. Os profissionais reivindicam reajuste salarial de 65%, diminuição da carga horário de 40 para 30 horas semanais sem redução do salário, adicional noturno e implantação de planos carreira.

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