Setransp pressiona por aumento da passagem
Sindicato diz que “está temeroso diante do desequilíbrio financeiro apontado pelas empresas devido à defasagem da tarifa de ônibus”; “depois de mais de um ano sem reajuste e com uma tarifa já em desacordo com a planilha de custos do sistema, empresas passaram recentemente sérias dificuldades para pagar os rodoviários. Com aumento salarial quitar a folha será cada vez mais difícil”, afirma José Carlos Amâncio
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Sergipe 247 – Conteúdo da assessoria de imprensa do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) enviado aos veículos de imprensa sergipana na noite desta sexta-feira (10) afirma que o setor “está temeroso diante do desequilíbrio financeiro apontado pelas empresas de transporte coletivo devido à defasagem da tarifa de ônibus”.
Segundo o superintendente do Setransp, José Carlos Amâncio, já com dificuldades, desde abril, as empresas estão pagando aos rodoviários os salários reajustados, com pagamento retroativo a março. Mas, diz ele, a situação tende a apertar.
“Depois de mais de um ano sem reajuste e com uma tarifa já em desacordo com a planilha de custos do sistema, as empresas passaram recentemente sérias dificuldades para pagar os rodoviários. Agora com o aumento salarial quitar a folha será cada vez mais difícil”, afirmou Amâncio, destacando que as negociações com os representantes dos rodoviários foram finalizadas com um reajuste salarial de 9% e 20% nos tickets alimentação.
Para pressionar o prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), para que sancione o reajuste aprovado pela Câmara nesta semana, que eleva a passagem dos atuais R$ 2,25 para R$ 2.45, o superintendente do Setransp coloca em jogo o emprego dos mais de 3,5 mil colaboradores do sistema.
“Nós não temos somente aumento nos custos com o reajuste dos rodoviários, mas temos ainda outras despesas reajustadas de praxe, o caso do combustível, por exemplo. Esperamos então que o prefeito João Alves sancione o quanto antes o projeto de lei de reajuste da tarifa, que é necessária para tentar manter o equilíbrio financeiro das empresas como sustenta a Lei Municipal nº 1.765/91", reforçou Amâncio.
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