Servidores de Murici são presos acusados de vender casas de conjunto

O Ministério Público de Alagoas deflagrou a Operação Arca de Noé, no município de Murici, Zona da Mata alagoana; ação busca combater uma organização criminosa responsável por comercializar casas populares construídas com dinheiro público; foram cumpridos três mandados de prisão temporária, três de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva; veja vídeos



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Alagoas 247 - O Ministério Público do Estado de Alagoas deflagrou, na manhã desta terça-feira (25), a Operação Arca de Noé, no município de Murici, Zona da Mata alagoana. A ação busca combater uma organização criminosa responsável por comercializar casas em conjuntos habitacionais populares oriundos de dinheiro público. Três servidores públicos foram presos.

A operação mobilizou agentes do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) e policiais do 116º Distrito Policial de Murici.

De acordo com o MPE, mediante pagamento, o grupo investigado prometia entregar residências no "Conjunto Portelinha" e que foram construídas para contemplar moradores de barracas de lona nas proximidades do Conjunto Olavo Calheiros, naquele município. No entanto, mesmo após receber o dinheiro, os acusados nunca entregaram unidade alguma aos pagadores, que passaram a exigir o valor de volta. 

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Foram cumpridos três mandados de prisão temporária, três mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva, todos expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital. 

Foram presos Roberto Carlos Araújo Rocha, chefe da Guarda Civil Municipal; Rosineide Gomes dos Santos, servidora da Secretaria de Relações Institucionais da Prefeitura de Murici; e Ronaldo Pedro Lima, analista de Controle Interno da Secretaria de Administração do Quadro de Pessoal da Prefeitura de Murici. Rocha foi o único detido em Maceió, já que também trabalha como agente penitenciário e estava de plantão. Todos foram encaminhados ao Gecoc para prestar depoimento. 

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"A decretação da prisão temporária revela-se imprescindível às investigações em curso, a fim de impedir que os agentes públicos investigados perturbem ou dificultem a produção de provas, orientando testemunhas, apagando vestígios do crime e destruindo documentos, por exemplo", afirmam os promotores de Justiça Hamilton Carneiro Júnior, Carlos Davi Lopes Correia Lima e Eloá de Carvalho Melo, destacando também o apoio do delegado de Polícia Cayo Rodrigues Silva.

Os mandados de busca e apreensão também foram cumpridos na residência de três agentes públicos em Murici, com objetivo de recolher computadores e dispositivos de armazenamento de mídia, bem como documentos e eventuais objetos com interesse investigativo ou mesmo ilícitos.

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Conduções coercitivas

Em relação ao cumprimento dos mandados de condução coercitiva, o Ministério Público Estadual e a Polícia Civil tiveram como alvos Geraldo Anízio de Amorim, secretário de Relações Institucionais da Prefeitura de Murici; José Renato Firmino da Silva, conselheiro tutelar e assessor técnico do programa Bolsa-Família na Prefeitura; uma mulher conhecida apenas como Adriana, que trabalha como agente comunitária pelo Município; além de um homem identificado somente como Evilásio.

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"No caso dos autos, em razão do grande número de envolvidos nos crimes ora investigados, bem como da constatação de que há indivíduos orientando qual deve ser a postura dos interrogados diante dos questionamentos decorrentes do procedimento investigativo, evidencia-se a necessidade de promover a colheita concomitante de suspeitos, valendo-se do elemento surpresa, de modo a dificultar o intercâmbio de informações que possa prejudicar os trabalhos", explicam os promotores de Justiça e o delegado da Polícia Civil.

Pesam contra os suspeitos acusações de crimes como o de organização criminosa (art. 2º da lei 12.850/13), corrupção ativa (art. 333 do Código Penal), corrupção passiva (art. 317 do Código Penal) e inserção de dados falsos em sistema de informação (313-A do Código Penal).

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Arca de Noé

O nome Arca de Noé foi escolhido porque o município de Murici foi acometido, em 2010, por uma enchente que destruiu centenas de casas e deixou inúmeros desabrigados. Apesar de os imóveis terem sido construídos com dinheiro público nos últimos anos, poucas pessoas foram beneficiadas e, parte delas, chegou a pagar ilegalmente R$ 2,5 mil para ter direito as residências. No entanto, elas jamais receberam as casas.

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Veja Vídeos abaixo:

Com gazetaweb.com e assessoria

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