Servidores da Fase protestam contra falta de negociação coletiva

Servidores da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo do Rio Grande do Sul (Fase) aproveitaram a presença do governador José Ivo Sartori (PMDB) no Case POA 1, na Vila Cruzeiro, em Porto Alegre, para protestar contra a falta de negociação coletiva por parte do governo a respeito do dissídio da categoria; trabalhadores alegam que o Semapi, sindicato que representa as fundações do Estado, encaminhou ao governo em maio a pauta de reivindicações da categorias referente à data-base, que é 1º de junho, e ainda não recebeu qualquer resposta do governo ou agendamento de reunião para tratar do tema

Servidores da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo do Rio Grande do Sul (Fase) aproveitaram a presença do governador José Ivo Sartori (PMDB) no Case POA 1, na Vila Cruzeiro, em Porto Alegre, para protestar contra a falta de negociação coletiva por parte do governo a respeito do dissídio da categoria; trabalhadores alegam que o Semapi, sindicato que representa as fundações do Estado, encaminhou ao governo em maio a pauta de reivindicações da categorias referente à data-base, que é 1º de junho, e ainda não recebeu qualquer resposta do governo ou agendamento de reunião para tratar do tema
Servidores da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo do Rio Grande do Sul (Fase) aproveitaram a presença do governador José Ivo Sartori (PMDB) no Case POA 1, na Vila Cruzeiro, em Porto Alegre, para protestar contra a falta de negociação coletiva por parte do governo a respeito do dissídio da categoria; trabalhadores alegam que o Semapi, sindicato que representa as fundações do Estado, encaminhou ao governo em maio a pauta de reivindicações da categorias referente à data-base, que é 1º de junho, e ainda não recebeu qualquer resposta do governo ou agendamento de reunião para tratar do tema (Foto: Leonardo Lucena)


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Luís Eduardo Gomes, Sul 21 - Servidores da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo do Rio Grande do Sul (Fase) aproveitaram a presença do governador José Ivo Sartori (PMDB) no Case POA 1, na Vila Cruzeiro, em Porto Alegre, nesta quinta-feira (13), para protestar contra a falta de negociação coletiva por parte do governo a respeito do dissídio da categoria. Os trabalhadores alegam que o Semapi, sindicato que representa as fundações do Estado, encaminhou ao governo em maio a pauta de reivindicações da categorias referente à data-base, que é 1º de junho, e ainda não recebeu qualquer resposta do governo ou agendamento de reunião para tratar do tema.

“Já estamos chegando na metade de julho e o governo não deu nenhum perspectiva de negociação. Não teve nenhuma reunião. O Semapi já tentou a negociação, mas não teve resposta”, diz Edgar Costa, presidente da Associação dos Funcionários da FPE e FASE (Afufe). “Os trabalhadores estão bem ansiosos com a falta de negociação”, complementa.

Ao contrário dos servidores da administração direta, por serem celetistas, os trabalhadores da Fase realizam anualmente negociação coletiva com o governo do Estado em relação à data-base da categoria, o que garantiu reajustes, mesmo que abaixo da inflação, enquanto os funcionários públicos vinculados ao Executivo estão com salários congelados desde o início do governo. Em 2015, a categoria teve reajuste equivalente a 50% da inflação acumulada no ano anterior e, em 2016, obteve os 50% que faltavam e mais 50% da inflação do ano passado, segundo Edgar. Este ano, porém, diz que o governo ainda não sinalizou se irá realizar alguma proposta de reajuste ou não.

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Além da questão do reajuste, Edgar diz que os trabalhadores da Fase querem negociar outras questões, como a licença para acompanhamento de familiares hospitalizados, que teria sido limitada na atual gestão da fundação. “A Fase mudou o entendimento sobre a questão, mudando unilateralmente uma prática que vinha há mais de 20 anos. Isso gerou uma grande frustração dos trabalhadores da Fase”, afirma.

Segundo Edgar, entre 30 e 40 funcionários participaram do ato, que também teve o objetivo de cobrar medidas para solucionar o problema da superlotação das unidades sócio-educativas. “Todas as unidades estão superlotadas e o pessoal percebe que a superlotação vem num crescente, isso é preocupante ainda mais porque cada vez mais adolescentes têm ingressado com perfil mais agravado, com mais vínculos com facções criminosas”, afirma Edgar. “Cada vez fica mais difícil realizar o trabalho socioeducativo”.

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O Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias Informações e Pesquisas (SESCON-RS), responsável por intermediar as negociações entre governo do Estado e o Semapi, informa que o Executivo irá se reunir nos próximos dias e deve comunicar o Sescon até o 19 de julho sobre a data que irá agendar para o início da negociação coletiva.

Videomonitoramento

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Nesta quinta, Sartori inaugurou o sistema videomonitoramento que prevê instalar, até setembro, 828 câmeras em 13 das 23 unidades da Fase. O investimento total é de R$ 2,5 milhões, fruto de parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Segundo o governo, as câmeras já estão em operação em quatro locais: 90 no Case POa 1, 76 no Case POA 2, 60 em Uruguaiana e 72 em Passo Fundo. As próximas unidades a receber o sistema serão em Pelotas, Santo Ângelo, Caxias do Sul e Novo Hamburgo.

O videomonitoramento é uma das estratégias do governo para aumentar a segurança dos internos, dos servidores, dos familiares, dos visitantes e da população. “A gente precisa de oportunidades para recuperar as pessoas. Educar e profissionalizar são dois caminhos fundamentais para nossos jovens. Isso ajuda a construir a dignidade”, disse o governador.

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