Servidor municipal sem atendimento em hospitais
Sete unidades de saúde da rede particular cortam atendimento pelo Imas por falta de pagamento da prefeitura; uma das unidades é o Lúcio Rebelo; cerca de 77 mil pessoas são atingidas; representante dos hospitais diz que prefeitura não paga desde agosto de 2012 e dívida é de R$ 5 milhões
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Goiás 247_ Servidores da prefeitura de Goiânia estão sem assistência média hospitalar na rede particular desde ontem. Sete hospitais da Capital se descredenciaram do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas). O motivo é a falta de pagamento por parte da prefeitura de uma dívida avaliada em R$ 5 milhões.
A prefeitura não paga os hospitais desde agosto de 2012. No total são cerca de 77 mil pessoas atingidas com a paralisação: 32.224 segurados, 39.990 dependentes e 4.948 agregados.
Os servidores da Prefeitura associados ao convênio não poderão mais realizar procedimentos médicos nos Hospitais Lúcio Rebelo, Samaritano, Santa Genoveva, São Francisco de Assis, Monte Sinai, Hospital da Criança e Clínica Infantil de Campinas.
“São seis meses que estamos sem pagamentos e sem resposta nenhuma da administração do Imas”, disse Percival Rebelo, representante dos hospitais, ao jornal O Popular. Ele também disse que tentou se reunir com a Secretaria de Finanças da prefeitura com a diretoria do Imas, mas não conseguiu.
Para Percival, como os servidores continuam tendo o desconto em folha do valor referente ao plano de saúde, a justificativa da prefeitura de que não há dinheiro para pagar a dívida não é válida. “Agora não queremos mais negociar, não queremos acordo. Só voltamos a atender quando recebermos o que nos é devido”, disse.
A Secretaria de Comunicação da Prefeitura informou por meio de nota que “o órgão ainda não foi notificado oficialmente da paralisação dos prestadores de serviço de hospitais da capital” e que “o instituto tem se movimentado junto às representações destes prestadores para fazer as tratativas, visando solucionar a situação atual”.
Pagamento atrasado
No final do ano passado, a empresa ITA, que opera e dá manutenção nos brinquedos do Parque Mutirama, ameaçou paralisar os serviços por falta de pagamento da prefeitura. A empresa alegava que não recebia há mais de três meses. A prefeitura foi notificada pelo atraso.
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