Ser ciclista, em BH, é ser cidadão de segunda linha

Cerca de 600 acidentes envolvendo bicicletas são registrados por ano em Belo Horizonte. Desrespeito às normas pelos motoristas e falta de ciclovias são as principais causas. Ciclistas cobram programas de conscientização

Ser ciclista, em BH, é ser cidadão de segunda linha
Ser ciclista, em BH, é ser cidadão de segunda linha (Foto: Divulgação)


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Minas 247 – Pelo menos 50 acidentes envolvendo bicicletas são registrados mensalmente em BH. O número alarmante mostra o desrespeito que motoristas de ônibus, caminhões e automóveis têm pelos ciclistas. Mas, mais do que isso, mostra como o ciclista ainda é visto como um componente menor no trânsito das cidades grandes pels autoridades públicas. Com apenas 36 de vias próprias para as bicicletas, o que corresponde a apenas 10% do que prevê como mínimo necessário a BHTrans, órgão responsável pela organização do trânsito em Belo Horizonte.

Ciclistas acreditam que somente com campanhas educacionais e investimento em ciclovias o número de acidentes possa ser reduzido.

Confira a matéria completa do jornal Metro BH

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Todo dia, pelo menos um ciclista é atingido por um veículo em Belo Horizonte. O motivo da insegurança no trânsito de Belo Horizonte, segundo os próprios usuários da “magrela”, não é a criticada ciclovia da cidade, mas sim a falta de educação dos motoristas.

Conforme o último levantamento feito, em 2011, pelo Detran-MG e pela BHTrans, cerca de 600 acidentes envolvendo bicicletas são registrados por ano na capital. “Os motoristas de táxi e de ônibus são os piores. Há uma extrema falta de educação. Andar de bike não  é perigoso, perigoso é estar sujeito à falta de consciência de condutores”, diz Vinicius Mundim, coordenador da Associação Mountain Bike BH de Ciclismo.

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“Precisaria ser feita uma campanha de conscientização mais efetiva para sensibilizar os motoristas”, acredita o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Motociclistas e Ciclistas de Minas Gerais, Rogério Lara.

Além da falta de respeito dos condutores, a qualificação do próprio ciclista é questionada. “Não existe requisito algum para a pessoa pilotar uma bicicleta. É só pegar a magrela e sair andando por aí. Deveria existir um curso de formação, ainda mais em Belo Horizonte, cidade cortada por rodovias”, diz Lara.

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Ciclovia ainda é insuficiente

Belo Horizonte aumentou em 50% a extensão de ciclovias no ano passado. Mas ainda conta apenas com menos de 10% do que o projeto da BHTrans prevê.

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Atualmente, a cidade tem 36 quilômetros de vias exclusivas para bicicletas. “O ciclista precisa andar entre os carros e a calçada, onde o asfalto é irregular e há acúmulo de pedras”, reclama o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Motociclistas e Ciclistas de Minas Gerais, Rogério Lara.

“Precisamos de ciclovia principalmente em via expressa. Neste ano, não tivemos avanço algum nessa questão”, afirma o ciclista Vinicius Mundim.

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Neste mês, foi realizada uma audiência pública para discutir como estão as obras de vias exclusivas.

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