Seminário discute poupança previdenciária e desenvolvimento
Evento promovido pela Eletra, fundo de pensão dos empregados da Celg, debate com gestores de recursos e investidores formatação de projetos para receber recursos dos fundos de pensão. Discussão reúne setores produtivos, gestores de recursos e de fundos nesta terça-feira (20), no Castro´s Park Hotel, em Goiânia. "Projetos precisam considerar aspectos como segurança, solvência, rentabilidade e governança”, diz o presidente da instituição, Pedro Batista
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Goiás247_ Com recursos acumulados em torno de R$ 700 bilhões, os fundos fechados de previdência no Brasil tendem a migrar seus investimentos dos títulos públicos, cuja rentabilidade acima da inflação está abaixo de 4% ao ano, para a economia real, ampliando a participação nos investimentos estruturados. Em Goiás, são cerca de R$ 2 bilhões acumulados em fundos previdenciáriosgovernamentais, de regime próprio de previdência social (RPPS), e fechados, que, seguindo uma tendência nacional, buscam a regionalização de investimentos na busca de parcerias com empreendedores locais.
Cerca de 90% dos recursos dos fundos goianos estão investidos fora do Estado e, para tentar mudar essa realidade, a Eletra promove no dia 20 de novembro, no Castro´s Park Hotel, o seminário "Poupança Previdenciária para o Desenvolvimento Regional". O evento discute como os fundos de pensão de Goiás podem se tornar importantes indutores das atividades produtivas dentro do próprio Estado, gerando oportunidades aos empreendedores locais e diversificando as carteiras de investimentos dos próprios fundos de pensão.
Durante o evento, seis representantes de gestoras de recursos se revezam em mesas redondas mediadas por autoridades representativas de entidades produtivas, de fundos de pensão e do poder público. Estão convidadas a Adial, Fieg, Faeg, Acieg, Sinduscon, Celg G&T, Segplan, Seagro, Apimec, Ibmec, Fipecq, GoiásPrev, FundiÁgua, AparecidaPrev, Senaprev e IpasLuz, Iparv e IPSM, entre outros.
A entrada dos fundos de previdência na economia real é vista por analistas como uma obrigação para manter a rentabilidade dentro das metas. Para isso, estima-se que cerca de 30% dos recursos estarão disponíveis para financiar a atividade produtiva. Esse fenômeno constitui uma grande oportunidade tanto para os fundos como para os projetos locais, que podem encontrar um parceiro para empreendimentos de longo prazo.
Atualmente, a poupança previdenciária no Brasil equivale a 17% do Produto Interno Bruto (PIB). Nos Estados Unidos, esse índice é superior a 130%. Essa poupança privada, isenta da burocracia dos financiamentos públicos, é um mecanismo fundamental para financiar o desenvolvimento.
O economista e diretor Financeiro e Administrativo da Eletra, Sandro Belo, concorda que os fundos vão realocar parte significativa de seus recursos para a economia real. E destaca que é necessário apostar na vocação econômica de Goiás. “O crescimento dos BRIC’S provoca alta demanda por produtos agroindustriais. Parte do acelerado crescimento do Estado, cuja atividade econômica cresce muito acima da média nacional, já é efeito desse fenômeno”. Sandro enfatiza que é preciso colocar Goiás no radar dos gestores de recursos, pois a oportunidade de direcionar parte desse desenvolvimento em ganhos para os investidores institucionais está na ordem do dia.
Em Goiás, há um campo fértil para o desenvolvimento de projetos nas áreas do agronegócio, da indústria farmoquímica, da logística e da construção civil.
O presidente da Eletra, Pedro Batista, reforça que o seminário se propõe a debater e esclarecer empreendedores, gestores de recursos e investidores sobre a formatação de projetos elegíveis para receber recursos da poupança previdenciária. “Esses projetos precisam considerar aspectos fundamentais como segurança, solvência, rentabilidade e governança”.
O seminário é uma promoção da Eletra, com apoio institucional da Abrapp, Apimec, Faeg, Segplan, Celg G&T, Sinduscon e patrocínio integral da Mercatto Investimentos, Meinberg & Meinberg, Riviera Investimentos, Reit Soluções Financeiras Imobiliárias, Rio Bravo Investimentos e RB Capital.
Programação
8h
Café da Manhã
8h30 às 9h
Solenidade de Abertura
Presidente da Eletra
Convidado: diretor executivo da Regional Centro-Norte da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de PrevidênciaComplementar (Abrapp)
9h às 10h30
Painel I – Indústria & Agronegócios
Mediador: Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás – Faeg
Mercatto Investimentos (setor de alimentos)
Meinberg & Meinberg Serviços e Consultoria Ltda (agronegócios)
11h – 12h30
Painel II – Infraestrutura (logística) & setor imobiliário
Mediador: Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento – Segplan
Riviera Investimentos (infraestrutura - logística)
Reit Soluções Financeiras Imobiliárias (setor imobiliário)
12h30min às 14h
Almoço
14h – 15h30
Painel III – Infraestrutura (energia)
Mediador: Celg Geração & Transmissão – Celg G&T
Rio Bravo Investimentos (setor elétrico)
15h30 às 16h
Intervalo
16h – 17h30
Painel IV – setor imobiliário
Mediador: Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás – Sinduscom
RB Capital
17h30 às 18h
Solenidade de Encerramento
Presidente Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais Apimec/DF
Convidado: Diretor Executivo da Regional Centro-Norte da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de PrevidênciaComplementar
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