Sem justificativa, testemunha falta a depoimento na CPMI

Com a ausência de Ana Cardozo de Lorenzo, sócia da empresa Serpes Pesquisas de Opinião e Mercado, a reunião da comissão foi encerrada; ela seria a única a falar das quatro testemunhas marcadas

Sem justificativa, testemunha falta a depoimento na CPMI
Sem justificativa, testemunha falta a depoimento na CPMI (Foto: Divulgação)


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Agência Brasil - A empresária Ana Cardozo de Lorenzo, esperada para prestar depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, não compareceu à reunião. No início da semana, ela havia encaminhado um pedido de adiamento de seu depoimento, que foi indeferido pelo presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). Nesta terça, ela não apareceu para depor e não apresentou justificativa. A ausência de Ana Cardoso foi comunicada pelo presidente da comissão que não detalhou que providências serão tomadas. "Ela simplesmente não apareceu", disse. "Vou encaminhar o caso a minha secretaria para tomar as devidas providências", completou Vital do Rêgo.

Ana de Lorenzo é sócia da Serpes Pesquisas de Opinião e Mercado, empresa contratada na campanha de 2010 do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Essa empresa recebeu depósitos da Alberto&Pantoja, indicada pela Polícia Federal como empresa fantasma do empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Com a ausência de Ana de Lorenzo, a reunião da CPMI foi encerrada. Ela seria a única a falar das quatro testemunhas marcadas para prestar depoimento nesta terça-feira 3.

Outro depoente seria Joaquim Gomes Thomé Neto, que chegou a comparecer à comissão, mas foi dispensado por comprovar que passou por um exame de cateterismo no último dia 26 e que não estaria em condições de depor. Ele esteve também amparado por um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF) e apresentou atestado médico que descreveu um quadro de "oscilação de pressão e tonturas sucessivas". Ele é apontado pela Polícia Federal como responsável pelas escutas clandestinas que auxiliavam o esquema comandado por Cachoeira.

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Mais dois depoentes não foram localizados pela Polícia Legislativa para serem notificados. Um deles é o ex-presidente do Departamento de Trânsito (Detran) de Goiás, Edivaldo Cardoso. De acordo com Vital do Rêgo, Cardoso entrou em contato com a comissão e informou que está viajando, mas está disposto a prestar depoimento em outra data.

Cardoso teria sido indicado ao cargo por Cachoeira. No relatório dos policiais entregue à CPI, eles informaram que a empregada da casa de Cardoso, em Goiânia, disse que tinha ordem para nem receber nem assinar qualquer documento.

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A empresária Rosely Pantoja também não foi localizada. Ela é responsável pela empresa Alberto&Pantoja. De acordo com o relatório dos policiais entregue à CPMI, o irmão de Rosely, Carlos Alberto Rodrigues da Silva, informou que há dois anos não sabe o paradeiro dela. O senador Vital do Rêgo informou que todos que faltaram ou não foram localizados serão reconvocados.

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