Sem dinheiro, reforma de Confins acumula atrasos
Documento revelado pelo consórcio Marquise/Normatel, vencedor da licitação para reformulação do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, aponta que o prazo estipulado para conclusão das obras não será cumprido
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Minas 247 – “Obra vem sendo tocada à base de migalhas”. Dessa maneira o consórcio Marquise/Normatel, vencedor da licitação para reforma do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, o Aeroporto de Confins, define em memorando a situação das obras no local. No documento, o consórcio faz uma apelo para que providências sejam tomadas o mais brevemente possível. O documento não descarta a possibilidade de paralisação nas obras.
Confira a matéria da jornalista Queila Ariadne, do jornal O Tempo
Em setembro de 2011, começavam as obras de ampliação e modernização do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins), com previsão de término para dezembro de 2013. Mas, passados dez meses, de todas as intervenções que deveriam estar prontas ou iniciadas até julho deste ano, só o canteiro central está 100% concluído. Por trás do atraso, está a falta do projeto executivo, de responsabilidade da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que ainda não está pronto, o que indica que as obras em Confins não terminarão no prazo prometido.
O professor de Direito Administrativo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Luciano Ferraz, explica que, pela Lei de Licitações (8.666), é permitido iniciar uma obra apenas com o projeto básico e tocar o executivo paralelamente às intervenções.
Entretanto, ele afirma que, se a contratante se comprometer a fazer o projeto executivo e qualquer atraso atrapalhar o desenrolar do trabalho da contratada, essa terá direito à restituição dos prejuízos e poderá exigir ampliação do prazo. E é exatamente isso que o consórcio Marquise/Normatel, que venceu a licitação da obra em Confins, tem dado sinais de que vai acontecer.
Em documento com data de 30 de maio deste ano, destinado à gerência de empreendimentos da Infraero, a diretoria da Marquise diz que, "diante de tamanho atraso, não há como se imaginar a manutenção do prazo contratual".
O documento ao qual a reportagem teve acesso é um apelo para que providências sejam tomadas o mais rápido possível, para "afastar a perspectiva iminente de paralisação ou, no mínimo, de descontinuidade". Outro trecho diz que "a obra vem sendo tocada à base de migalhas de elementos técnicos, cujos dados não são suficientes para nos amparar, no que diz respeito à elaboração de um planejamento mínimo para meses subsequentes, portanto, sem condições de gestão de suprimento, pessoal e, consequentemente, custos". A Marquise respondeu, por meio de nota, que não pode fazer comentários.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247