Secretário vê candidatura de Campos como "natural"
Petista Mozart Sales, da Gestão do Trabalho e da Saúde do Ministério da Saúde, nega que haja relação estremecida entre PT e PSB e diz que o governador de Pernambuco "tem feito um grande trabalho", além de ter "liderança consolidada". Por isso, sua possível candidatura à presidência em 2014, segundo Sales, é vista com naturalidade dentro do PT
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PE247 – Após o prefeito eleito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), minimizar atritos do seu partido com o PT no Recife e em níveis estadual e nacional, agora foi a vez do secretário de Gestão do Trabalho e da Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, afirmar que, dentro do Partidos dos Trabalhadores, a possível candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à presidência da República é tratada naturalmente. Isso porque, na avaliação dele, o socialista, presidente nacional do PSB, “tem feito um grande trabalho e tem liderança consolidada”.
Segundo o dirigente, a base aliada do governo de Dilma Rousseff não pode deixar de contar com nomes como o de Eduardo Campos. “Isso não tem como não observar. Porém achamos natural porque ele [Eduardo Campos] tem feito um grande trabalho. Além disso, é presidente nacional do partido, tem muita liderança consolidada e achamos natural que ele esteja sendo colocado para uma discussão nacional. Trata-se de uma questão importante para o conjunto da base aliada, como um todo, ter quadros com a capacidade de Eduardo na disputa”, disse o Secretário à Folha de Pernambuco.
Em meio às declarações por parte de Eduardo de que os três primeiros meses serão “decisivos” para Dilma, dando a entender que se a economia não estiver bem, ele decidiria se candidatar a presidente, Sales disse que as discussões a respeito das eleições presidenciais de 2014 serão tratadas ao longo de 2013. ”Essas questões só vão estar mais claras no começo de 2014. Até lá, temos ter que trabalhar muito e dar respostas à população”, acrescentou.
Apesar de Eduardo Campos ter dito que os primeiros 90 dias serão determinantes para Dilma ter o apoio dele ou não, o governador disse, neste final de semana, em entrevista à revista Época, que estará junto com a petista em 2014. Se antes o discurso do socialista era aberto, não deixava clara a sua pretensão, agora é dúbio, o que tem deixado o PT nacional em alerta.
Diante do seu objetivo de se candidatar a presidente, seja em 2014 ou em 2018, Eduardo Campos vem tentando nacionalizar o seu discurso. Para tanto, defende o Pacto Federativo para dar mais autonomia aos municípios, além de ter criticado o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo fato de a corte ter interferido no Congresso Nacional determinando a suspensão da votação referente ao veto dos royaties do petróleo por parte da presidente Dilma.
Mozart, negando uma relação estremecida entre PT e PSB, diz que Eduardo Campos está certo em suas colocações, principalmente em relação ao Pacto Federativo. “Havia a projeção de um crescimento que não se concretizou no último trimestre e isso gerou uma inquietação em todos os setores da economia e é natural que se (os governos) preocupem, principalmente, os que têm responsabilidade com o Estado, que têm compromissos assumidos. Acho que as recomendações colocadas pelo governador Eduardo Campos estão corretas”, complementou.
Caso a economia retome seu crescimento como prevê o Ministério da Fazenda, resta saber se Eduardo tenta o Palácio do Planalto em 2014 para se tornar mais reconhecido ou se alça um voo nacional em 2018, com o apoio do ex-presidente Lula.
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