Secretário promete leite de qualidade aos gaúchos
"Nós sempre tivemos qualidade no nosso leite, isso que aconteceu foi uma exceção", explicou Luiz Fernando Mainardi, da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, sobre o esquema de adulteração no leite descoberto no Estado
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Daiane Roldão, Secom - O entrevistado desta segunda-feira (20) do programa de rádio Mateando com o Rio Grande é o secretário de Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, que garante, a partir de fiscalização intensa e eficaz, leite de qualidade na mesa de todos os gaúchos. O programa é produzido pela Diretoria de Jornalismo da Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital do Estado.
Conforme Mainardi, a imaginação humana foi o primeiro fator que contribuiu para a fraude do leite. "O homem é criativo para o bem ou para o mal e nós não precisamos de alguém que compre leite do produtor e que depois revenda para a indústria. É absolutamente desnecessário este elo na cadeia, e talvez isso tenha ajudado para que nós descobríssemos esta fraude em algumas empresas e reforçasse a fiscalização no Estado", ressalta.
O secretário afirma que o Rio Grande do Sul sempre produziu um excelente leite e que não é de interesse do produtor e da indústria a adulteração do produto. "Nós sempre tivemos qualidade no nosso leite, isso que aconteceu foi uma exceção. O produtor por natureza não faz isso e a indústria não ganha absolutamente nada em colocar água no leite, se depois por exemplo, ela tem que tirar a água para fazer o leite em pó". Para Mainardi, a adulteração só fez sentido para os atravessadores que encontraram uma forma de ganhar dinheiro fácil, mas que agora devem pagar judicialmente pelo crime.
Medidas de fiscalização
O Governo do Estado irá apresentar à Assembleia Legislativa o projeto do Programa de Desenvolvimento da Cadeia do Leite, criando um fundo para que recursos sejam administrados pelo Instituto Gaúcho do Leite (IGL), responsável por desenvolver um conjunto de ações para melhorar cada vez mais a qualidade do leite gaúcho. "Assim podemos aumentar a produtividade na propriedade, fazendo com que o produtor tenha cada vez mais renda, e também temos a possibilidade de desenvolver estudos para diversificar os produtos lácteos, fortalecendo ainda mais a indústria", diz o secretário.
Mainardi ressalta que o Estado deve potencializar as normas da instrução normativa 62, que estabelece um forte controle sobre o transportador, que deverá estar integrado a uma indústria, passando a fornecer um conjunto de informações em que todos, mas especialmente o Estado terá controle. "Nós queremos que o consumidor não tenha mais nenhuma dúvida sobre a qualidade do leite gaúcho", afirma.
Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini
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