"Se cair sobre mim, tudo bem. Se for outro companheiro, tudo bem"

Tentando disfarçar, mas tomado pela euforia da vitória de Marcio Lacerda (PSB) sobre o PT no primeiro turno em BH, o senador Aécio Neves disse que o PSDB deve iniciar 2014 com um nome para anunciar como candidato a presidente da República, mas teve cuidado para dizer que esse nome pode ser o de "outro companheiro"; o tucano também voltou a cortejar o governador de Pernambuco e potencial candidato pelo PSB, Eduardo Campos: "Eu e Eduardo somos amigos há 20 anos"

"Se cair sobre mim, tudo bem. Se for outro companheiro, tudo bem"
"Se cair sobre mim, tudo bem. Se for outro companheiro, tudo bem" (Foto: Divulgação)


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Minas 247

Ainda se regozijando da vitória do seu afilhado político, Marcio Lacerda (PSB), reeleito prefeito de Belo Horizonte no primeiro turno contra Patrus Ananias (PT), o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) demonstrou que a partir de agora só tem uma preocupação: a disputa pela Presidência da República em 2014.

O virtual candidato tucano numa possível disputa com a presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta terça-feira (9) em entrevista a O Estado de São Paulo que o PSDB já deve iniciar 2014 com um nome a anunciar.

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No ninho tucano, pelo menos até então, consta apenas ele próprio e José Serra, cuja probabilidade será muito pequena se ele conseguir se eleger prefeito de São Paulo, no próximo dia 28, no segundo turno das eleições municipais. O senador afirmou que o candidato pode ser ele ou "outro companheiro".

"Entre o fim de 2013 e o início de 2014, a oposição tem de apresentar o seu candidato. Acho que não pode ficar para a véspera da eleição. Porque aí o conjunto dos partidos já estará definido. Para que (o PSDB) amanheça 2014 com candidato, janeiro de 2014 deveria ser isso, lançamento da candidatura", opinou o senador mineiro.

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Embora ainda esteja todo prosa com a vitória de Lacerda sobre Patrus, o candidato de Dilma, Aécio disse que o episódio não é algo que vá ser decisivo "lá na frente", na próxima sucessão presidencial.

Para ele, se houve nacionalização da campanha em Belo Horizonte foi por causa da forma como o Palácio do Planalto entrou na disputa. "Não foi da minha parte", disse o senador, que introduziu o tema do julgamento do mensalão na campanha e atacou duramente Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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"Temos de discutir qual projeto de País queremos", disse. "Se cair sobre mim (a candidatura), tudo bem. Se for outro companheiro, tudo bem", disse o tucano.

Aécio disse ainda que é preciso fazer "dois grandes favores": um ao Brasil, livrando-o do que chamou de "período de ineficiência" do governo petista; outro ao PT, mandando-o para "um estágio na oposição".

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"Minha vitória (em 2012) é a vitória de um projeto que está dando certo em Minas Gerais", afirmou o senador tucano.

Defendendo que o PSDB dedique 2013 às discussões do projeto que apresentará ao país na corrida presidencial, Aécio já alinhava críticas ao governo Dilma.

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"O PT abriu mão de ter um projeto de País para ter um projeto de poder. As grandes reformas não foram feitas, são as mesmas que precisávamos antes. Os grandes gargalos não foram enfrentados. E não vai ser a presidente que terá condições de fazê-lo. A economia não é a mesma".

Ele também criticou o baixo crescimento em 2012 e a abertura "envergonhada" do governo ao setor privado, com problemas como as constantes mudanças no modelo de concessão dos aeroportos.

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O senador disse ainda que o PSDB formulará um projeto e buscará alianças, mas afirmou que seria "indelicado" chamar agora o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para ir para a oposição. "Eu e Eduardo somos amigos há 20 anos", afirmou. Uma eventual candidatura do pernambucano à Presidência, afirmou o tucano, será um problema dos governistas, não dos oposicionistas.

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