Saúde estadual repassa por ano R$ 20 mi para Goiânia

Em coletiva para rebater críticas do prefeito Paulo Garcia, secretário Antonio Faleiros informou que secretaria estadual repassa anualmente cerca de R$ 103 milhões as municípios para a atenção primária, inclusive para a Capital; “A meu ver, o que está havendo é justamente uma tentativa de denegrir a imagem da saúde do Estado para poder justificar as falhas que estão acontecendo no município”, avaliou

Saúde estadual repassa por ano R$ 20 mi para Goiânia
Saúde estadual repassa por ano R$ 20 mi para Goiânia (Foto: )


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Goiás247_ O secretário de Estado da Saúde, Antonio Faleiros Filho, refutar em entrevista coletiva na segunda-feira (12) as críticas feitas à saúde estadual pelo prefeito de Goiânia, Paulo Garcia PT),no último sábado. Na coletiva, Faleiros falou sobre os investimentos da SES nos municípios goianos; a dívida histórica da prefeitura de Goiânia com a SES; a gestão inteligente implantada pelo governo de Goiás nos hospitais da rede própria; o projeto dos Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs); entre outros assuntos.

O secretário informou que, anualmente, a SES repassa aos municípios cerca de R$ 103 milhões para a atenção primária. Além disso, só para Goiânia esta contrapartida chega a quase R$ 20 milhões por ano.

“A meu ver, o que está havendo é justamente uma tentativa de denegrir a imagem da saúde do Estado para poder justificar as falhas que estão acontecendo no município. Nós gostaríamos de convidar a todos pra poder participar da melhoria da saúde do Estado e não ficar julgando responsabilidades.”

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Antonio Faleiros esclareceu ainda sobre a dívida histórica que a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia tem com a SES-GO, oriunda do não repasse dos recursos federais referentes à produção hospitalar da rede de unidades estaduais e também remanescente de recursos humanos. Desde a municipalização até junho de 2013, os valores ultrapassam os 316 milhões de reais (R$ 316.768.235,79). De acordo com o secretário estadual, a Procuradoria Geral do Estado entrará com uma ação judicial para ressarcimento da dívida.

Para sanar este processo, foi feita uma negociação para assinatura do Protocolo de Cooperação entre Entes Públicos (PCEP). A SES aguarda a assinatura do prefeito Paulo Garcia.

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Outro fato esclarecido foi sobre as críticas do prefeito referentes aos pacientes do interior que são atendidos em Goiânia. O estado de Goiás recebe do governo federal R$ 942 milhões/ano para a atenção de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar. Deste total, R$ 414,5 milhões ficam com Goiânia, ou seja, 44%, apesar da capital ter 21,6% da população total do Estado. No entanto, é importante destacar que deste valor de R$ 414,5 milhões, os demais municípios participam com um montante de R$ 219 milhões, ou seja, pactuam 52,85%. Portanto as prefeituras do interior financiam, com recursos federais, as suas demandas em Goiânia.

O secretário de Estado destacou ainda que a SES ampliou a oferta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na capital e no interior. No total, foram colocados em pleno funcionamento 315 novos leitos desde o início da atual gestão, em 2011.

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Faleiros convidou o prefeito de Goiânia e a imprensa para visitarem os hospitais da rede pública estadual administrados por Organizações Sociais para conferirem, pessoalmente, o atendimento prestado aos usuários do SUS nessas unidades. “Nós comprovamos, por meio de pesquisa, que mais de 80% dos usuários dos nossos hospitais estão satisfeitos com o atendimento”.

Durante a coletiva, também foram ressaltadas ações da SES para resolver os principais gargalos do Estado na área da saúde: construção do Hugo 2; projeto do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) em todas Regionais de Saúde; construção do Hospital da Mulher; e conclusão das obras, pelo Estado, de dois hospitais no Entorno do Distrito Federal (Santo Antônio do Descoberto e Águas Lindas). “Nossa intenção é a melhor possível e sempre em parceria com os municípios, respeitando os parâmetros legais instituídos pelas leis que regem o SUS”, finalizou Faleiros.

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