São Paulo tem Semana do Delivery
Até 1º de julho, mais de 150 restaurantes não cobram taxa de entrega e dão descontos de até 57%. Boa chance para testar serviços e descobrir novos sabores
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Luciane Macedo _247 - De 25 de junho até 1º de julho, os paulistanos que gostam de pedir uma comidinha em casa ou no trabalho terão uma semana de descontos. Durante a Delivery Week, mais de 150 restaurantes de São Paulo deixam de cobrar taxa de entrega, e os preços de várias refeições saem até 57% mais baratos. As promoções são válidas para todos os pedidos feitos na cidade pelo site iFood, plataforma de delivery online. Boa oportunidade para testar a qualidade dos serviços e conhecer novos sabores gastando menos.
A semana, realizada pelo iFood, é uma maneira de incentivar o delivery de refeições na capital e popularizar a realização de pedidos pela internet. Durante a Delivery Week, os organizadores esperam dobrar os pedidos online para 50 mil, o que corresponde a um faturamento de cerca de R$ 2,5 milhões. A economia com a isenção da taxa de entrega é de aproximadamente R$ 250 mil.
"A taxa de entrega é a principal barreira para que o consumidor use o delivery, daí a ideia de lançarmos uma semana isenta deste custo", diz Felipe Fioravante, presidente do iFood. "A qualidade dos serviços é outro fator considerado importante para o consumidor, por isso o iFood também tem um sistema de avaliação, para que o usuário final não tenha muitas surpresas".
No ar há pouco mais de um ano, o iFood reúne serviços de delivery de 900 restaurantes em todo o Brasil, 300 deles em São Paulo, e o site fica com 10% sobre o valor dos pedidos.
Pesquisa realizada pelo site no início do ano mostra que a taxa média do delivery de comida em São Paulo é de R$ 4,90. O gasto médio do paulistano por pedido fica em torno de R$ 53,00. A comida mais cara para delivery é a japonesa, custando em média R$ 69,63 por refeição. Os preferidos pelos paulistanos? Pizza e sanduba (veja abaixo).
Mas estes valores médios podem se distanciar rapidamente da realidade quando se entra no site: a depender da região e do tipo de comida, as taxas de delivery podem variar do razoável ao exorbitante, chegando a ser, em alguns casos, mais caras que refeições oferecidas.
Ao entrar no site, o usuário só verá as opções de delivery e as avaliações da qualidade dos serviços na sua área de entrega ou de acordo com o endereço fornecido. Mas nada garante que um determinado restaurante, que possua várias unidades na cidade, será, de fato, o mais próximo do endereço fornecido. É possível que o usuário reconheça um restaurante que fica a um quarteirão de sua casa, mas só encontrar cadastrado no site uma unidade bem mais distante, em outro bairro, o que vai encarecer o custo do delivery -- algo que, fora da Delivery Week, não incentiva muito pedir comida pelo site, e requer atenção redobrada do usuário.
Mas é fato que, na rotina agitada de São Paulo, quando a geladeira fica vazia e até mesmo pelo simples desejo de não querer enfrentar trânsito ou filas para comer, o delivery surge como a melhor invenção desde o pão de forma fatiado. Ainda mais quando 75% dos pedidos são feitos à noite e 53%, aos finais de semana, como também constata pesquisa do iFood. Assim que bate a fome ou a ocasião requer, o preço pode deixar de ser uma objeção.
O problema é quando paga-se caro pela comodidade e a refeição demora além do tempo estimado, chega fria, mal preparada, mal acondicionada, com aspecto duvidoso, com ingredientes ou acompanhamentos faltando ou trocados ou simplesmente entregam o pedido 100% errado. Em todos os casos, situações que não condizem com a fama de São Paulo de capital gastronômica estrelada.
"Quando as pessoas pedem delivery, já estão com fome, então querem o mais rápido possível, diferente de quando vão a um restaurante e podem degustar um couvert com aperitivos enquanto aguardam pela refeição", comenta Fioravante. "O grande desafio do delivery é dar conta da demanda melhorando o tempo de entrega", assinala. "A qualidade do serviço de entrega é outro diferencial, quem tem se sobressai".
No iFood, não é possível ler opiniões sobre os deliveries, apenas ver a avaliação média com base no feedback dos ususários. Mas, na dúvida, as redes sociais estão aí para mostrar se um serviço de entrega de comida é bom ou ruim, além de escancarar o poder do delivery para transformar comida boa em indigesta.
Quando o que deveria ser um conforto e uma satisfação vira um pesadelo de épicas proporções, o paulistano não perdoa: um caso típico é o da lanchonete The Fifties no Facebook, onde hashtags como #nuncamais e #lixo convivem, lado a lado, com a ansiedade dos desejosos pela chegada da hamburgueria às suas cidades.
A Delivery Week oferece boas chances para se descobrir novos sabores ou fugir dos serviços ruins sem gastar com a taxa de entrega. E, é claro, espera-se que o próprio iFood e os restaurantes participantes dêem conta do recado.
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