Salvador tem 850 lava a jato irregulares
"O consumo mensal é de 51 milhões de litros de água. Seria suficiente para abastecer 5,1 mil famílias de cinco pessoas", afirma o superintendente de abastecimento de água da Embasa em Salvador e Região Metropolitana, José Moreira, em entrevista ao Correio*
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Bahia 247
Para abrir um lava a jato na capital baiana basta ter uma lavadora de alta pressão, um aspirador, sabão, silicone, diesel, querosene e água, muita água. A facilidade para oferecer o serviço, que em Salvador custa, em média, R$ 15, somada à falta de fiscalização, faz com que cerca de 850 lava a jato irregulares estejam em funcionamento na cidade, de acordo com a Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa).
"O consumo mensal é de 51 milhões de litros de água. Seria suficiente para abastecer 5,1 mil famílias de cinco pessoas", afirma o superintendente de abastecimento de água em Salvador e Região Metropolitana, José Moreira, em entrevista ao Correio*.
"Estamos falando de água tratada dentro das exigências da Organização Mundial de Saúde (OMS), própria para consumo humano, que está sendo gasta sem preocupação. E eles não pagam. É gato", completa Moreira.
A Embasa mediu o desperdício através de uma pesquisa em lava a jato regulares - atualmente são 192 licenciados pela prefeitura, segundo a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom).
O cálculo foi feito com base no gasto e na média de tempo do serviço prestado pelos estabelecimentos com funcionamento autorizado.
Segundo Moreira, a Embasa deixa de arrecadar R$ 380 mil por mês. "É um valor que poderia ser investido em serviços e que pode ser maior ainda. Não temos como saber de forma precisa quantos carros esses 850 lava a jato atendem por dia. Eles não pagam, então gastam à vontade", diz.
Atividade está regulamentada no município desde maio deste ano
Em maio deste ano, a prefeitura municipal sancionou uma lei que regulamenta a atividade de lava a jato. A legislação determina atenção aos impactos no trânsito, vizinhança e meio ambiente. Entre as principais exigências está a necessidade de um espaço para os veículos à espera de atendimento no interior do estabelecimento, sem prejudicar o trânsito local. Além disso, o lava a jato deve estar a pelo menos 200 metros de túneis, pontes e viadutos. É necessária a aprovação da Transalvador.
Para que tenha permissão para funcionar, é preciso que o piso possua revestimento impermeável e resistente a derivados de petróleo e álcool, com sistema de escoamento independente da drenagem de águas pluviais. A lei já está em vigor, mas estabelece prazo de 12 meses para adequação dos estabelecimentos.
Todos são obrigados a apresentar um plano com projeto, cronograma, definição das ações necessárias e prazos para execução, que não podem ultrapassar 18 meses. A lei prevê multa pelo descumprimento das normas que pode variar de R$ 1.500 a R$ 50 mil. Veja matéria completa do Correio* aqui.
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